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Santiago de Compostela enfrenta crise de overtourism com aumento de peregrinos

Santiago de Compostela enfrenta crise de overtourism, com aumento de visitantes e descontentamento entre moradores devido a aluguéis altos e desordem nas ruas

Peregrinos e turistas descansam em frente à catedral de Santiago de Compostela, no noroeste da Espanha (Foto: Reprodução)
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  • Santiago de Compostela, na Espanha, enfrenta uma crise de overtourism, com meio milhão de visitantes se inscrevendo para o Caminho de Santiago em 2023.
  • O número de visitantes é cinco vezes maior que a população local de três mil habitantes, gerando descontentamento entre os residentes.
  • Para tentar minimizar os impactos, uma associação de moradores lançou um guia de boas maneiras para visitantes, mas a iniciativa teve pouco efeito.
  • Os aluguéis na cidade aumentaram 44% entre 2018 e 2023, levando a prefeitura a proibir acomodações do tipo Airbnb no centro histórico.
  • Entre 2000 e 2020, a cidade perdeu cerca de 50% de sua população permanente, resultando em um cenário de lojas fechadas e uma comunidade em declínio.

Santiago de Compostela, na Espanha, enfrenta uma crise de overtourism, com um aumento acentuado no número de visitantes, especialmente peregrinos do Caminho de Santiago. Em 2023, meio milhão de pessoas se inscreveram para percorrer as rotas que levam à catedral, um número cinco vezes maior que a população local de apenas 3 mil habitantes. A cidade, famosa por sua rica história e espiritualidade, agora lida com o descontentamento dos residentes, que se sentem deslocados em sua própria casa.

Para mitigar os impactos do turismo excessivo, uma associação de moradores lançou um guia de boas maneiras para visitantes, disponível em várias línguas. O material orienta sobre como respeitar o espaço urbano, como manter o silêncio e evitar danos às ruas de paralelepípedos. No entanto, a iniciativa parece ter pouco efeito, já que grupos grandes ainda dominam as ruas, gerando incômodo e desordem.

A pressão do turismo também se reflete no mercado imobiliário. Entre 2018 e 2023, os aluguéis na cidade aumentaram 44%, levando a um pedido das autoridades municipais para que a região seja classificada como uma zona de alta pressão, semelhante a Barcelona. Em resposta, a prefeitura proibiu acomodações do tipo Airbnb no centro histórico, alegando que a situação é insustentável para os moradores.

Além disso, a cidade perdeu cerca de 50% de sua população permanente entre 2000 e 2020, resultando em um cenário de lojas fechadas e uma comunidade em declínio. A insatisfação dos residentes cresce, com muitos se manifestando contra a transformação de Santiago em um destino turístico quase exclusivo. A situação se agrava à medida que a espiritualidade do Caminho de Santiago parece se perder em meio ao turismo em massa.

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