- Hak Ja Han, líder da Igreja da Unificação, foi interrogada por promotores especiais na Coreia do Sul.
- A investigação apura supostas ligações com corrupção envolvendo Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol.
- O interrogatório ocorreu após Han ignorar três convocações anteriores, alegando problemas de saúde.
- A investigação investiga alegações de suborno a Kim para obter favores políticos e empresariais.
- Um mandado de prisão foi emitido para Kweon Seong-dong, legislador próximo a Yoon, por temores de destruição de provas.
Hak Ja Han, líder da Igreja da Unificação, foi interrogada por promotores especiais na Coreia do Sul, em meio a uma investigação sobre supostas ligações com corrupção envolvendo Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol. O interrogatório ocorreu após Han ignorar três convocações anteriores, alegando problemas de saúde.
A investigação, liderada pelo promotor especial Min Joong-ki, examina alegações de que a igreja teria oferecido subornos a Kim para obter favores políticos e empresariais. Kim, que está presa, é suspeita de ter recebido presentes luxuosos de um ex-oficial da igreja, que alega ter agido de forma independente.
A situação se complica com a emissão de um mandado de prisão para Kweon Seong-dong, um legislador próximo a Yoon, por temores de destruição de provas. Tanto Han quanto Kweon negam as acusações de suborno. A investigação também se concentra em um projeto de desenvolvimento na Camboja que a igreja estaria buscando.
Contexto Político
A Igreja da Unificação, fundada em 1954, é conhecida por suas práticas controversas e por manter laços estreitos com políticos ao longo de sua história. A crise atual se intensifica após a destituição de Yoon em abril, que foi marcada por um breve decreto de lei marcial. A investigação sobre Kim é uma das várias que visam expor irregularidades durante a presidência de Yoon.
Além disso, a igreja enfrenta um processo no Japão que pode resultar em sua dissolução, devido a práticas de arrecadação consideradas manipulativas. O Tribunal Distrital de Tóquio já ordenou a revogação do status legal da igreja, o que pode afetar sua operação no país.
O desdobramento dessa investigação pode ter implicações significativas para a Igreja da Unificação e para a política sul-coreana, à medida que mais detalhes sobre as alegações de corrupção e suborno vêm à tona.
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