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FTC processa Ticketmaster e Live Nation por práticas ilegais de revenda de ingressos

A ação judicial da FTC busca garantir preços justos e acessibilidade nos ingressos, após consumidores gastarem mais de US$ 82 bilhões na plataforma.

Foto: Reprodução
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  • A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) processou a Ticketmaster e a Live Nation por práticas ilegais de revenda de ingressos.
  • O processo foi protocolado em um tribunal federal na Califórnia e alega colaboração com scalpers, resultando em preços inflacionados.
  • A Ticketmaster controla cerca de 80% do mercado de ingressos e os consumidores gastaram mais de US$ 82 bilhões na plataforma entre 2019 e 2024.
  • A ação judicial afirma que a Ticketmaster não impôs limites adequados de compra, permitindo a revenda a preços elevados e cobrando taxas que variam de 24% a 44%.
  • O presidente da FTC, Andrew N. Ferguson, destacou a importância de proteger os consumidores e garantir o acesso a eventos ao vivo.

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC), em conjunto com sete estados, processou a Ticketmaster e sua controladora, Live Nation, por práticas de revenda de ingressos consideradas ilegais. O processo foi protocolado em um tribunal federal na Califórnia e alega que as empresas colaboraram com scalpers, permitindo a compra em massa de ingressos, o que resulta em preços inflacionados para os consumidores.

De acordo com a FTC, a Ticketmaster controla cerca de 80% do mercado de ingressos para grandes eventos. Entre 2019 e 2024, os consumidores gastaram mais de US$ 82 bilhões na plataforma. A ação judicial destaca que a empresa não impôs limites adequados de compra, facilitando a atuação de revendedores que lucram com a revenda a preços elevados. A FTC afirma que as taxas cobradas pela Ticketmaster podem variar entre 24% e 44%, resultando em um custo total de US$ 16 bilhões para os fãs.

Acusações e Consequências

O processo alega que a Ticketmaster violou a Lei BOTS, que proíbe a compra em larga escala de ingressos por bots. A FTC também menciona que a empresa frequentemente ignora as violações cometidas por corretores, o que prejudica tanto os consumidores quanto os artistas. As ações da Live Nation caíram até 3,5%, refletindo a preocupação do mercado com as alegações.

O presidente da FTC, Andrew N. Ferguson, enfatizou a necessidade de proteger os consumidores de práticas abusivas, afirmando que o objetivo é garantir que eventos ao vivo sejam acessíveis. A ação judicial se soma a um processo antitruste já em andamento contra a Live Nation, que enfrenta crescente pressão do governo federal.

A situação levanta questões sobre a transparência nas vendas de ingressos e o impacto das práticas de revenda no acesso a eventos culturais. A FTC intensificou a fiscalização após uma ordem executiva da Casa Branca em março, priorizando a aplicação da Lei BOTS. A Ticketmaster, por sua vez, nega as acusações, alegando que a interpretação da FTC sobre a lei é excessivamente ampla.

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