- A líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, foi presa em Seul no dia 23 de setembro.
- A prisão ocorreu durante investigações sobre suborno envolvendo a ex-primeira-dama Kim Keon Hee e um legislador.
- Han, de 82 anos, é acusada de enviar presentes de luxo para influenciar decisões políticas.
- A Promotoria afirma que a igreja ofereceu cerca de 100 milhões de wons (aproximadamente 72 mil dólares) ao legislador Kweon Seong-dong.
- A prisão de Han destaca um contexto de corrupção na política sul-coreana, com investigações também envolvendo o ex-presidente Yoon Suk Yeol.
SEOUL, Coreia do Sul — A líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, foi presa nesta terça-feira, 23 de setembro, em meio a investigações sobre suborno envolvendo a ex-primeira-dama Kim Keon Hee e um legislador. A prisão foi autorizada pelo Tribunal do Distrito Central de Seul, que considerou que Han poderia destruir provas.
Han, de 82 anos e viúva do fundador da igreja, Sun Myung Moon, é acusada de ter enviado presentes de luxo, como bolsas de grife e colares de diamantes, para influenciar decisões políticas. A Promotoria alega que esses itens foram oferecidos para conquistar a boa vontade de Kim e de seu marido, o ex-presidente Yoon Suk Yeol.
Contexto das Acusações
A ex-primeira-dama Kim Keon Hee já enfrenta acusações de suborno e manipulação de mercado de ações, enquanto seu marido, Yoon, também está sob investigação por corrupção. O legislador Kweon Seong-dong, que é aliado de Yoon, foi preso e nega ter recebido dinheiro da igreja. As investigações revelam que a igreja pode ter oferecido 100 milhões de wons (aproximadamente 72 mil dólares) a Kweon.
A Igreja da Unificação, frequentemente rotulada como um culto, tem enfrentado controvérsias ao longo de sua história. Após a morte de Moon em 2012, Han assumiu a liderança da organização, que é conhecida por suas cerimônias de casamento em massa e por sua influência política.
Repercussões e Declarações
A prisão de Han marca um momento significativo na política sul-coreana, onde escândalos de corrupção têm sido recorrentes. A igreja se manifestou, afirmando que cooperará com as autoridades e expressou preocupação com a situação. Em comunicado, a organização pediu desculpas pela inquietação causada e reafirmou seu compromisso com a transparência.
As investigações em curso são parte de um contexto mais amplo de apurações que envolvem o governo de Yoon, incluindo sua tentativa de impor uma lei marcial em dezembro de 2022. O desdobramento desses casos promete impactar a política sul-coreana nos próximos meses.
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