- Stefanie sofreu amputação da perna direita após acidente durante passeio de barco a motor em lagoa, quando tentou mergulhar para escapar das hélices com o colete salva-vidas, sem tempo para ir a um hospital.
- No hospital, questionou a própria fé diante da amputação, mas rezou pedindo que Deus salvasse sua vida; sobreviveu sem danos graves, mas perdeu o pé.
- A experiência a levou a repensar planos: estudou biologia na Queen’s University, envolveu-se com ministérios estudantis e, depois, seguiu a carreira de atleta paralímpica, treinando com uma prótese de corrida.
- Ao longo de dezoito anos como atleta, tornou-se campeã mundial de salto em distância, quebrou cinco recordes mundiais e conquistou medalhas paralímpicas em quatro jogos.
- A lição central, segundo ela, não é “qual era o plano perfeito de Deus”, mas quem Deus é — e a promessa de estar conosco sempre, mesmo diante das dificuldades, orienta sua fé e escolhas.
Foi vítima de um acidente durante uma atividade de lazer aquático em um fim de semana com amigos em Port Perry, Ontário. Uma pessoa na embarcação não percebeu que Stefanie estava na água, o que gerou uma manobra rápida em direção a ela. A pranchinha de tubarão usada na ocasião complicou a retirada da jovem.
Stefanie, então com 15 anos, ficou gravemente ferida após cair na água e sofrer complicações com o colete salva-vidas. O resgate ocorreu em meio à distância de um hospital, o que elevou o risco de ferimentos graves. Ela recebeu atendimento de emergência e foi encaminhada para uma clínica local antes de seguir para um hospital.
Ela passou por cirurgia de emergência para tratar os ferimentos, sem sinais de dano à medula ou órgãos internos. Na recuperação, a equipe médica informou que seria necessária a amputação do pé direito devido a lesões incompatíveis com a recuperação. A família foi informada durante o processo.
A decisão e o impacto inicial
Relatos indicam que Stefanie enfrentou a notícia com surpresa e medo, questionando como seguir com a prática de esportes. Nos meses seguintes, ela descreveu a busca por respostas religiosas e existenciais, além de ajustes práticos para a nova realidade.
Ao longo dos anos, Stefanie passou por tratamento médico e reaprendizagem de atividades físicas. Ela estudou biociência na Queen’s University com bolsa integral, envolveu-se com grupos estudantis e começou a treinar com próteses para atletismo.
Da frustração à transformação
A jovem decidiu pela área da saúde, mirando tornar-se cirurgiã após a reabilitação. Em paralelo, tornou-se atleta paralímpica, competindo em saltos e eventos de pista, com resultados de destaque em campeonatos mundiais.
A trajetória de Stefanie mostra que, apesar da amputação, a vida ganhou novos objetivos. Ela continua a explorar como superar limites, mantendo foco no bem-estar, na fé e na prática esportiva.
Perspectiva atual
Em entrevistas anteriores, Stefanie ressaltou que, embora a pergunta sobre o “plano perfeito de Deus” tenha surgido, a experiência ensinou que o compromisso de vida é com quem a acompanha. Ela reconhece que o que se tornou decisivo foi o apoio recebido e a perseverança.
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