- Dia Nacional do Surdo destaca esforços das igrejas para acolher a comunidade surda.
- Líderes eclesiásticos, como o reverendo José Pontes Sobrinho, enfatizam que a acessibilidade em Libras é um ato de amor.
- Igrejas investem na formação de intérpretes e na capacitação de surdos para assumir papéis de liderança.
- Débora Alice Aguiar Carvalho da Silva Gomes, da CBEES, destaca que a inclusão genuína é uma proximidade, cuidado e discipulado.
- Na Igreja Batista Regular de Jardim Mituzi, a presença de um intérprete de Libras tem possibilitado a compreensão da mensagem do Evangelho.
Igrejas brasileiras reforçam acolhimento de surdos em celebração do Dia Nacional do Surdo
Nesta sexta-feira (26), Dia Nacional do Surdo, as igrejas brasileiras destacam os esforços para acolher a comunidade surda. A importância da acessibilidade em Libras (Língua Brasileira de Sinais) é enfatizada como essencial para a vivência plena da fé. Líderes eclesiásticos, como o reverendo José Pontes Sobrinho, destacam que a acessibilidade não é apenas um recurso técnico, mas um ato de amor.
Investimento em formação e capacitação
Igrejas estão investindo na formação de intérpretes e na capacitação de surdos para assumir papéis de liderança. O reverendo José Pontes Sobrinho, da Catedral Metodista de Minas Gerais, afirma que a inclusão genuína acontece quando os surdos se tornam protagonistas, servindo e liderando ministérios. “Eles podem ser pastores, evangelistas, líderes de louvor e diáconos”, explica.
Barreiras culturais e estruturais
Débora Alice Aguiar Carvalho da Silva Gomes, coordenadora do ministério Comunicar da CBEES, destaca que as barreiras não se restringem à linguagem. “Jesus não só falou com um surdo em Marcos 7:31-37, Ele o tocou e deu atenção. Inclusão é proximidade, cuidado e discipulado”, reforça. A falta de espaço adequado para intérpretes e a exclusão de surdos de funções ministeriais são alguns dos desafios enfrentados.
Impacto da acessibilidade
Na Igreja Batista Regular de Jardim Mituzi, em Taboão da Serra (SP), a presença de um intérprete de Libras tem feito diferença. Para Marcilene Lucas Pereira, intérprete da congregação, a acessibilidade em língua de sinais é uma ponte que possibilita ao surdo compreender a mensagem do Evangelho e viver plenamente sua fé. “Quando o surdo entende, por meio da Libras, quem é Jesus, ele deixa de ser apenas um espectador e passa a pertencer de fato ao corpo de Cristo”, explica.
Transformação da comunidade
Com o investimento em formação e conscientização, Débora já vê frutos: surdos alcançados, discipulados e assumindo ministérios em suas igrejas locais. “Os resultados são transformadores: vidas restauradas, barreiras derrubadas e uma igreja cada vez mais parecida com o coração de Cristo”, celebra. A acessibilidade em Libras não só fortalece a fé, mas também constrói vínculos e reafirma que a igreja é lugar para todos.
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