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Fundador da Gateway Church é condenado por abuso sexual de menor nos EUA

Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi condenado a seis meses de prisão por abuso sexual de uma criança. Ele pagará US$ 270 mil em indenização e enfrentará repercussões internas.

Robert Morris teve a pena de 10 anos suspensa, após se declarar culpado de abusar sexualmente de Cindy Clemishire quando ela tinha apenas 12 anos, nos anos 1980 - Foto: Reprodução
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  • Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi condenado a seis meses de prisão e terá que pagar US$ 270 mil em indenização por abusar sexualmente de Cindy Clemishire, que tinha 12 anos na época do crime, ocorrido na década de 1980.
  • A sentença foi proferida em 25 de setembro, após Morris se declarar culpado. Sua pena de dez anos foi suspensa.
  • Os abusos iniciaram em dezembro de 1982 e se prolongaram por mais de quatro anos. Morris, que atuou como conselheiro espiritual do ex-presidente Donald Trump, foi indiciado em março por cinco acusações de atos obscenos contra menores.
  • Durante a audiência, Cindy, atualmente com 55 anos, afirmou que não havia consentimento e declarou: “Você cometeu um crime contra mim”.
  • O caso gerou repercussões na Gateway Church, resultando na remoção de anciãos que tinham conhecimento das acusações. Cindy e seu pai também processaram Morris e a liderança da igreja, reivindicando mais de US$ 1 milhão em indenização.

O pastor Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi condenado a seis meses de prisão e terá que pagar US$ 270 mil em indenização por abusar sexualmente de Cindy Clemishire, que tinha apenas 12 anos na época do crime, ocorrido na década de 1980. A sentença foi proferida na última quinta-feira, 25 de setembro, após Morris se declarar culpado. Sua pena de dez anos foi suspensa.

Morris, de 64 anos, é uma figura proeminente, tendo atuado como conselheiro espiritual do ex-presidente Donald Trump. A acusação revelou que os abusos começaram em dezembro de 1982 e se estenderam por mais de quatro anos. Em março, ele havia sido indiciado por cinco acusações de atos obscenos contra menores, relacionadas a esse caso.

Durante a audiência no Tribunal do Condado de Osage, Cindy, atualmente com 55 anos, confrontou o pastor, afirmando que não havia consentimento em sua idade. “Você cometeu um crime contra mim”, declarou. O advogado de Morris, Bill Mateja, afirmou que o pastor decidiu se declarar culpado para “assumir responsabilidade” e encerrar o caso.

Repercussões na Igreja

O caso gerou repercussões significativas dentro da Gateway Church, uma das maiores megaigrejas dos EUA. Em novembro do ano passado, uma investigação interna resultou na remoção de vários anciãos da igreja, que tinham conhecimento das acusações, mas não tomaram providências.

Além da condenação criminal, Cindy e seu pai entraram com uma ação civil contra Morris e a liderança da igreja, reivindicando mais de US$ 1 milhão em indenização. Eles acusam os líderes da igreja de minimizar o caso, tratando o abuso como um “relacionamento” consensual, em vez de um crime contra uma criança.

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