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Astronauta da missão Apollo 16 afirma que alienígenas são manifestações demoníacas

Aos 90 anos, Charlie Duke desafia a visão científica sobre vida fora da Terra e revela que sua maior transformação não foi na Lua, mas ao se converter ao cristianismo.

Charlie Duke no podcast de Glenn Beck
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  • Charles Duke, ex-astronauta da NASA e um dos doze homens que pisaram na Lua, fez declarações polêmicas sobre objetos voadores não identificados (OVNIs) em entrevista ao apresentador Glenn Beck.
  • Duke afirmou que não acredita em vida alienígena, considerando os OVNIs como manifestações espirituais malignas.
  • Ele baseia sua crença em passagens bíblicas e argumenta que muitos fenômenos relatados desafiam as leis da física, mas não indicam tecnologia superior.
  • Após deixar a NASA, Duke enfrentou uma crise pessoal, mas se converteu ao cristianismo e fundou o Duke Ministry for Christ em 1980, dedicando-se a compartilhar sua fé.
  • Atualmente, Duke integra o conselho da Lone Star, uma startup que planeja instalar data centers na Lua, unindo sua paixão pela ciência e pela espiritualidade.

Charlie Duke, ex-astronauta da NASA e um dos doze homens que já pisaram na Lua, voltou aos holofotes aos 90 anos ao fazer uma declaração que divide cientistas e religiosos. Em entrevista ao apresentador americano Glenn Beck, o integrante da missão Apollo 16 afirmou que os chamados OVNIs (objetos voadores não identificados) não seriam fruto de civilizações extraterrestres, mas manifestações espirituais malignas.

“Eu não acredito em vida alienígena. Deus me mostrou uma resposta científica durante duas orações: os aliens são demônios que farão uma aparição”, declarou Duke.

O astronauta baseia sua convicção em passagens bíblicas que mencionam Satanás se apresentando como “anjo de luz”. Para ele, muitos dos fenômenos relatados como extraterrestres desafiam as leis conhecidas da física mas isso não prova tecnologia superior, e sim forças espirituais.

“Nada humano pode fazer uma curva de 90° a 6 mil quilômetros por hora e sobreviver. O propósito dessas aparições é afastar as pessoas do verdadeiro Deus e dizer: ‘Olhe para nós, somos sobre-humanos e podemos fazer isso’”, explicou.

Apesar das críticas que costuma receber, Duke afirma não se abalar. “As pessoas tiram sarro de mim, mas eu não me importo. Deus respondeu às minhas orações especificamente. Foi isso que Ele me disse”, completou.

## Feito histórico

![Duke na Lua]()

*(Charlie Duke na lua)*

Charlie Duke faz parte do seleto time de doze homens que já pisaram na Lua. O astronauta fez parte da missão Apollo 16, que pousou na superfície lunar em 21 de abril de 1972 , quando ele tinha apenas 36 anos e retornou à Terra seis dias depois, trazendo 95 quilos de material lunar para ser analisado em nosso planeta.

Mas, segundo ele, essa experiência extraordinária não foi o marco mais importante da sua vida.

“A caminhada na Lua não mudou minha vida”, disse. “A caminhada com Jesus mudou minha vida.”

Após deixar a NASA em 1975, o astronauta enfrentou uma crise pessoal profunda. Apesar da fama e do prestígio, sua vida familiar e emocional estava em colapso. Foi então que sua esposa, Dotty Duke, se converteu ao cristianismo e começou a frequentar uma igreja. A mudança o impactou profundamente.

Três anos depois, em 1978, ele também entregou sua vida a Cristo. “Começamos a construir um casamento sobre o sólido alicerce de Jesus Cristo”, contou. “Passamos por momentos difíceis, mas Ele nos deu uma família maravilhosa e um relacionamento maravilhoso.”

## Da glória da NASA ao ministério cristão

![Duke e Esposa]()

*(Charlie e Dotty Duke)*

A transformação espiritual foi tão marcante que o casal fundou, em 1980, o Duke Ministry for Christ, um ministério dedicado a compartilhar testemunhos de fé e esperança. Desde então, Charles e Dotty passaram a viajar pelo mundo contando como a fé restaurou seu casamento e deu novo propósito às suas vidas.

“Nunca conheci uma vida tão emocionante , cheia de amor, paz, alegria e poder de Deus”, disse Duke em um de seus discursos. “Você pode não andar na Lua comigo, mas todos nós podemos caminhar juntos com Jesus e essa caminhada dura para sempre.”

O astronauta também colaborou em diversas ocasiões com a Associação Evangelística Billy Graham, participando de cruzadas e eventos evangelísticos nos Estados Unidos. Em um vídeo exibido durante a Cruzada de San Antonio de 1997, ele declarou: “Agora experimentei o amor, a alegria e a paz de Deus em minha vida.”

## Fé e tecnologia: o homem entre dois mundos

Mesmo décadas após deixar o espaço, Duke continua ligado à exploração espacial, mas agora com uma visão mais espiritual sobre o que ela representa. Atualmente, ele integra o conselho da Lone Star, uma startup que planeja instalar data centers na Lua para levar infraestrutura digital ao espaço.

A iniciativa, segundo ele, representa a combinação entre o fascínio pela ciência e a crença em um propósito maior. “A tecnologia pode expandir os limites da humanidade, mas não pode preencher o vazio do coração humano”, afirmou em outra ocasião.

Enquanto muitos cientistas enxergam nas palavras de Duke um discurso religioso desconectado da pesquisa científica, outros consideram sua visão uma expressão legítima de fé. Para ele, a fronteira entre ciência e espiritualidade é apenas aparente: “Não há vida extraterrestre, não há outras civilizações por aí. Tudo isso é uma distração para nos afastar de Deus.”

## Um legado que vai além da Lua

Hoje, com quase um século de vida, Charles Duke se define como “um homem que foi à Lua, mas que encontrou o céu na Terra”. Seu testemunho inspira comunidades cristãs e desperta discussões sobre o papel da fé em meio aos avanços científicos.

Duke segue participando de eventos, palestras e produções documentais sobre o programa Apollo, sempre reforçando que sua maior conquista não está nas páginas da NASA, mas no reencontro com a fé.

“A maior aventura da minha vida não foi no espaço”, diz. “Foi descobrir que Deus me ama e quer caminhar comigo todos os dias.”

## Entre o céu e a eternidade

De engenheiro de voo a pregador da fé, Charles Duke representa uma rara combinação de razão e crença. Para alguns, suas palavras soam como heresia científica; para outros, como testemunho de revelação divina.

Mas o próprio astronauta parece não ter dúvidas sobre qual jornada realmente importa:

“A Lua foi incrível. Mas a eternidade com Cristo… essa sim é a verdadeira missão”.

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