- Organizações cristãs internacionais, como a Aliança Evangélica Mundial (WEA) e a Aliança Batista Mundial, alertaram na 60ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, sobre a hostilidade religiosa na Turquia.
- Desde 2018, 185 pastores e missionários foram expulsos do país, com o governo turco, segundo as entidades, usando o código de imigração para enquadrar esses indivíduos como ameaça à segurança nacional.
- Muitas dessas expulsões ocorrem sem crime cometido, apenas por fé, deixando comunidades cristãs desprotegidas de líderes espirituais.
- Além das deportações, houve aumento de crimes de ódio contra cristãos e impunidade, e as entidades pedem diálogo com a comunidade protestante e reformas legais para proteger a liberdade religiosa.
- Contexto histórico: a população cristã na Turquia representa entre 0,02% e 0,04% e fica abaixo de 400 mil em uma população total de mais de 85 milhões, com o golpe de 2016 ampliando o nacionalismo religioso.
Organizações cristãs internacionais, como a Aliança Evangélica Mundial (WEA) e a Aliança Batista Mundial, alertaram na 60ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, sobre a crescente hostilidade religiosa na Turquia. Desde 2018, 185 pastores e missionários foram expulsos do país, com acusações de que o governo turco utiliza o código de imigração para classificar esses indivíduos como ameaças à segurança nacional.
As entidades destacaram que muitos missionários, sem cometer qualquer crime, estão sendo deportados unicamente por sua fé. “Essas pessoas estão sendo impedidas de permanecer na Turquia apenas por causa de sua identidade religiosa”, afirmaram. Essa situação provoca um impacto significativo nas comunidades cristãs locais, que ficam desamparadas sem a presença de líderes espirituais.
Crescimento do Discurso de Ódio
Além das deportações, houve um aumento alarmante de crimes de ódio contra cristãos. As organizações relataram que muitos ataques ocorrem com impunidade, criando um ambiente de medo e hostilidade. As denúncias feitas na ONU também pedem que o governo turco promova um diálogo com a comunidade protestante e implemente reformas legais para proteger a liberdade religiosa.
Kelsey Zorzi, da ADF International, ressaltou que essa discriminação viola tratados internacionais de direitos humanos. A crescente população cristã na Turquia, que representa entre 0,02% e 0,04% da população, enfrenta um cenário cada vez mais hostil desde o golpe frustrado de 2016, que intensificou o nacionalismo religioso.
Contexto Histórico
A Turquia, que foi um dos berços do cristianismo primitivo, agora apresenta um contraste notável com seu passado. A presença cristã, que já foi significativa, é hoje reduzida a menos de 400 mil pessoas em uma população de mais de 85 milhões. A situação atual, onde muitos cristãos vivem sua fé em segredo, reflete uma realidade preocupante para a liberdade religiosa no país. As denúncias apresentadas à ONU visam sensibilizar a comunidade internacional sobre a necessidade urgente de proteção para os cristãos na Turquia.
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