- Um membro da Guarda Suíça está sob investigação por supostamente cuspir em duas visitantes judias durante audiência no Vaticano, ocorrida em 29 de outubro, quando o Papa Leo tratava do antisemitismo em cerimônia que marcava o 60º aniversário da Nostra aetate.
- As mulheres, da delegação judaica, relataram ter ouvido um gesto de desprezo e o refrão “les juifs” ao se aproximarem; segundo relato, após serem confrontados, o guarda cuspiu nelas.
- A Guarda Suíça confirmou investigação interna para apurar o caso, procedimento padrão para assegurar a profissionalidade dos seus membros.
- Durante a audiência, o Papa Leo destacou a Nostra aetate como marco nas relações da Igreja Católica com religiões não cristãs e reiterou o repúdio a qualquer forma de antisemitismo.
- A força militar do Vaticano afirmou não tolerar discriminação e afastou-se de comportamentos que violem princípios de respeito e dignidade.
Um membro da Guarda Suíça, a menor força armada do mundo, está sob investigação por supostamente cuspir em duas mulheres judias durante uma audiência no Vaticano. O incidente ocorreu em 29 de outubro, enquanto o Papa Leo abordava o tema do antisemitismo, em uma cerimônia que celebrava o 60º aniversário da declaração Nostra aetate.
As mulheres, que faziam parte de uma delegação judia, relataram que o guarda fez um gesto de desprezo ao sibilarem “les juifs” (os judeus) ao se aproximarem. Após serem confrontados, o guarda teria realizado um ato de cusparada em direção a elas. Cpl Eliah Cinotti, porta-voz da Guarda Suíça, confirmou que o guarda está sendo investigado internamente, um procedimento padrão para garantir a profissionalidade dos membros.
Durante a audiência, o Papa Leo enfatizou que a Nostra aetate foi um marco nas relações da Igreja Católica com religiões não cristãs, repudiando a ideia de que os judeus foram responsáveis pela morte de Cristo. Ele reiterou que a Igreja condena qualquer forma de antisemitismo e que a mensagem de amor e respeito deve prevalecer. A Guarda Suíça, por sua vez, distanciou-se de qualquer ato de discriminação, afirmando que não tolera comportamentos que vão contra os princípios de respeito e dignidade.
Este episódio ocorre em um contexto onde o Papa Leo, desde sua eleição após a morte do Papa Francisco, tem se posicionado firmemente contra o ódio e a perseguição, especialmente em tempos de crescente tensão global.
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