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Guarda Suíça do Vaticano é investigada por gesto de cuspir em mulheres judias

Guarda suíço da Guarda Pontifícia é investigado por suposta cusparada a duas judias durante audiência no Vaticano

Swiss Guards, whose primary role is to protect the pope, lined up as Pope Leo bids farewell to Britain’s King Charles and Queen Camilla on 23 October.
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  • Um membro da Guarda Suíça está sob investigação por supostamente cuspir em duas visitantes judias durante audiência no Vaticano, ocorrida em 29 de outubro, quando o Papa Leo tratava do antisemitismo em cerimônia que marcava o 60º aniversário da Nostra aetate.
  • As mulheres, da delegação judaica, relataram ter ouvido um gesto de desprezo e o refrão “les juifs” ao se aproximarem; segundo relato, após serem confrontados, o guarda cuspiu nelas.
  • A Guarda Suíça confirmou investigação interna para apurar o caso, procedimento padrão para assegurar a profissionalidade dos seus membros.
  • Durante a audiência, o Papa Leo destacou a Nostra aetate como marco nas relações da Igreja Católica com religiões não cristãs e reiterou o repúdio a qualquer forma de antisemitismo.
  • A força militar do Vaticano afirmou não tolerar discriminação e afastou-se de comportamentos que violem princípios de respeito e dignidade.

Um membro da Guarda Suíça, a menor força armada do mundo, está sob investigação por supostamente cuspir em duas mulheres judias durante uma audiência no Vaticano. O incidente ocorreu em 29 de outubro, enquanto o Papa Leo abordava o tema do antisemitismo, em uma cerimônia que celebrava o 60º aniversário da declaração Nostra aetate.

As mulheres, que faziam parte de uma delegação judia, relataram que o guarda fez um gesto de desprezo ao sibilarem “les juifs” (os judeus) ao se aproximarem. Após serem confrontados, o guarda teria realizado um ato de cusparada em direção a elas. Cpl Eliah Cinotti, porta-voz da Guarda Suíça, confirmou que o guarda está sendo investigado internamente, um procedimento padrão para garantir a profissionalidade dos membros.

Durante a audiência, o Papa Leo enfatizou que a Nostra aetate foi um marco nas relações da Igreja Católica com religiões não cristãs, repudiando a ideia de que os judeus foram responsáveis pela morte de Cristo. Ele reiterou que a Igreja condena qualquer forma de antisemitismo e que a mensagem de amor e respeito deve prevalecer. A Guarda Suíça, por sua vez, distanciou-se de qualquer ato de discriminação, afirmando que não tolera comportamentos que vão contra os princípios de respeito e dignidade.

Este episódio ocorre em um contexto onde o Papa Leo, desde sua eleição após a morte do Papa Francisco, tem se posicionado firmemente contra o ódio e a perseguição, especialmente em tempos de crescente tensão global.

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