- O Papa afirmou que a participação europeia é crucial para tentar encerrar a guerra na Ucrânia, destacando que a Itália poderia atuar como mediadora.
- O Vaticano poderia incentivar esse tipo de mediação e sediar negociações, sem assumir participação direta nos acordos.
- O Pontífice sugeriu que o Papa poderia promover negociações para uma solução de paz justa na Ucrânia.
- Putin afirmou que a Rússia está pronta para guerra com a Europa, caso a Europa inicie hostilidades.
- O Papa reiterou que o Vaticano não participa diretamente de negociações nem integra alianças como a Otan, mas continua defendendo o diálogo e um cessar-fogo.
O Papa Francisco indicou que a participação europeia é essencial para uma solução para a guerra na Ucrânia, ressaltando o papel potencial da Itália como mediadora. O Vaticano poderia incentivar esse tipo de mediação e sediar negociações, sem ser parte direta dos acordos.
Segundo ele, a presença europeia é determinante, especialmente diante de propostas de paz que inicialmente excluíam a Europa. O Pontífice destacou que a Itália tem condições históricas e culturais para atuar como intermediária entre Ucrânia, Rússia e EUA.
A declaração ocorreu durante o retorno de viagem do Papa, em uma entrevista para jornalistas a bordo do avião papal após visita à Turquia e ao Líbano. Francisco reiterou que a Santa Sede não é parte de tratados de aliança, mas pode facilitar o diálogo.
Papel da Itália e do Vaticano
O Papa afirmou que a Itália poderia cumprir papel central na mediação, dada sua proximidade com os temas regionais e o histórico de diálogo. Ele sugeriu ainda que o Vaticano possa incentivar negociações e receber encontros na cidade de Roma, sem assumir posição formal nos acordos.
Francisco também lembrou que o fim do conflito é crucial para a paz mundial, mencionando impactos com aumento de armamentos, ciberataques e tensões energéticas. O líder religioso enfatizou a importância de buscar uma solução justa.
Putin, por sua vez, deixou claro que seu país não deseja confronto com a Europa, mas sinalizou disposição para agir se a Europa intensificar as hostilidades. A posição foi mencionada no contexto de críticas à abordagem europeia nas negociações.
O porta-voz do Vaticano não informou detalhes de agenda específica, mas confirmou abertura a diálogos e a cooperação com diferentes atores internacionais. Não houve anúncio de datas para um encontro formal.
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