- Parceiros locais da Portas Abertas conversaram com Mitra, refugiada iraniana cuja igreja doméstica foi invadida e ela foi duramente interrogada.
- Mitra aponta novos desafios para jovens iranianos: aumento do uso de drogas, crescimento de abusos e maior isolamento.
- Estudantes cristãos no Irã precisam manter a fé em segredo, enfrentando ridicularização e dificuldades para manter amizades saudáveis.
- A igreja realiza seminários para jovens com o objetivo de fortalecer a fé e a proteção em um ambiente hostil.
- O Irã ocupa a nona posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que lista os 50 países onde cristãos são mais perseguidos.
Parcerias locais da Portas Abertas conversaram recentemente com Mitra, cristã refugiada do Irã. Ela contou que fugiu do país após a invasão da igreja doméstica e o intenso interrogatório a que foi submetida. O relato aponta para um endurecimento da repressão contra cristãos no Irã e para os desafios enfrentados por jovens que vivem a fé em segredo.
Mitra descreve a situação de jovens iranianos que enfrentam drogas, abusos e isolamento social. Ela cita Samaneh, professora e mãe, que observa o aumento do consumo de entorpecentes entre alunos e a falta de respostas das escolas. Além disso, o abuso verbal, físico e sexual tem ganhado espaço em ambientes escolares.
Os jovens cristãos no Irã precisam manter a fé de forma discreta, o que já os colocava em posição vulnerável. O contexto atual aumenta esse isolamento, dificultando a formação de amizades saudáveis e a construção de limites pessoais sem perder apoio entre colegas.
Contexto do desafio entre jovens
Mitra afirma que a igreja secreta continua atendendo aos jovens, ainda que a distância gere dificuldades. Ela ressalta que o grupo busca orientar os estudantes para permanecerem firmes na fé, evitando drogas e violência, mesmo diante de ridicularização e exclusão social.
A situação no Irã influence-se pelo patamar de perseguição relatado internacionalmente. O país ocupa a nona posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, com base no índice de discriminação e violação de direitos religiosos. O ranking reúne 50 nações com maior pressão sobre cristãos.
Seminários para jovens foram citados como ferramenta de enfrentamento. A iniciativa busca ensinar técnicas de autocontrole, proteção da privacidade e resistência em ambientes hostis, além de oferecer apoio espiritual. Perguntas sobre fé e convivência éticas surgem entre os estudantes.
A Portas Abertas e parceiros continuam com campanhas de oração pela situação no Irã. Os líderes locais destacam que o apoio mundial é essencial para manter programas educativos e de pastoral com jovens, apesar dos obstáculos vivenciados no país.
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