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Talibã verifica celulares para encontrar aplicativo da Bíblia

Mohammad converteu‑se ao cristianismo no Afeganistão, fugiu do país e hoje apoia fiéis; campanha natalina distribui Bíblias em língua local aos afegãos

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  • Mohammad, nascido em uma família muçulmana no Afeganistão, foi batizado após participar de um pequeno grupo cristão e aceitar Jesus, apesar do risco de violência pelo Talibã.
  • A mãe dele teve um sonho que incentivou a caminhada dele na fé, e a esposa também se converteu, formando um novo pequeno grupo.
  • O grupo original deixou de se reunir com o tempo; Mohammad ficou um ano isolado, buscando respostas com o Espírito Santo e estudando a Bíblia.
  • Manter a Bíblia no Afeganistão é perigoso; há verificações em celulares e casos de prisão, o que levou Mohammad a fugir do país.
  • Atualmente, ele apoia outros cristãos afegãos por meio de publicações online da Bíblia e literatura; há uma campanha natalina para presentear Bíblias aos afegãos.

Mohammad, muçulmano afegão, decidiu seguir Jesus após conhecer um pequeno grupo cristão em sua cidade. A decisão veio depois de curiosidade, perguntas sobre a fé e a observação de uma comunidade que vivia a fé com amor e solidariedade. O batismo marcou a mudança, mesmo diante do risco de agressões, prisões e violência pelo Talibã.

A trajetória ganhou impulso quando a mãe sonhou com uma mensagem que o incentivou a seguir o caminho cristão. A esposa também se converteu, levando o casal a formar um novo pequeno grupo de oração e estudo bíblico. O contexto de perseguição torna a prática da fé uma atividade de alto risco no país.

Após o batismo, Mohammad precisou abandonar o Afeganistão para buscar segurança. Hoje ele atua online, compartilhando a Bíblia em formatos acessíveis e apoiando outros cristãos com publicações, estudos e literatura em língua local. A mobilização ocorre em meio a campanhas de solidariedade.

Contexto de perseguição no Afeganistão

Organizações de direitos religiosos registram riscos extremos para cristãos no país, onde a prática da fé pode levar a prisão ou violência. A Portas Abertas acompanha casos de convertidos e a necessidade de ter acesso à Bíblia em idiomas locais, especialmente em ambientes clandestinos de fé.

No relato de Mohammad, a Bíblia é vista como ferramenta de escuta de Deus e de esperança. Ele descreve a diferença entre a vida dos cristãos no grupo e a experiência anterior dentro de uma escola islâmica, destacando valores como perdão, cuidado mútuo e amor ao próximo.

O uso de dispositivos e conteúdos cristãos também é um ponto sensível. A verificação de celulares em postos de controle pode levar à prisão se houver evidência de leitura de materiais cristãos. Por esse motivo, muitos fiéis recorrem a redes de apoio fora do país.

Apoio e continuidade da fé

Mohammad recebeu suporte de parceiros locais da Portas Abertas para reconstruir sua vida após a fuga. Hoje, ele colabora com a comunidade por meio de recursos bíblicos disponíveis online e busca ampliar o alcance da Palavra entre afegãos que vivem na clandestinidade.

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A iniciativa busca levar Bíblias em língua local a quem não tem acesso seguro às Escrituras. A campanha destaca a importância de manter a esperança e o apoio mútuo mesmo em ambientes hostis.

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