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Festa da empresa: qual é o limite da expressão cristã no trabalho

Fábio Hertel orienta testemunho cristão em confraternizações: participe com alegria sem bebida; se ambiente for tóxico, marque presença e saia cedo

Para o crente, o desafio das confraternizações é ainda maior, visto que, na maioria das vezes, esses encontros são regados a bebedeira, comilança e músicas mundanas. Sendo assim, como o cristão deve agir nessas horas? Foto: Reprodução
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  • Mais de oitenta por cento dos funcionários pretendem participar das confraternizações de fim de ano em 2025, com participação 17% maior que no ano anterior; 70% relatam sentir pressão para ir, segundo pesquisas citadas.
  • Fábio Hertel orienta que cristãos participem com alegria, sem bebidas alcóOLicas, e ajustem a presença caso o ambiente seja tóxico, mantendo limites.
  • Para ele, o testemunho vai além do comportamento: demonstração de valores do reino, sendo alegre sem se deixar levar pelo que é considerado errado.
  • Sugere marcar presença rápida em ambientes inadequados, cumprimentar colegas e sair mais cedo; não beber é visto como vantagem para evitar constrangimentos.
  • Dicas práticas incluem moderação, evitar temas sensíveis como política e religião, respeitar hierarquias, cuidar da aparência, pensar na rede social antes de postar e saber a hora de ir embora.

Foi anunciada a temporada de confraternizações de fim de ano nas empresas. Mais de 80% dos funcionários pretendem participar em 2025, um aumento de 17% em relação a 2024, segundo levantamento da ezCater/CFO. Ainda segundo a pesquisa, 70% relatam pressão para estar presente.

O tema ganha contorno quando se considera o ambiente típico dessas festas: bebidas, comida e celebração. Fábio Hertel, empresário, teólogo e psicanalista, avalia o período como delicado para todos os profissionais, especialmente para quem busca manter padrões éticos.

Para Hertel, a participação deve ser encarada como testemunho de valores. Ele defende que o colaborador demonstre alegria e equilíbrio, sem se contaminar por conteúdos considerados inadequados. O referencial bíblico citado é Daniel, que não se deixou dominar pelos costumes do rei.

Entre as orientações práticas, está a opção de marcar presença breve em ambientes tóxicos e sair mais cedo, mantendo o contato social sem abrir mão de limites. A não ingestão de álcool é apontada como vantagem para preservar comportamento ético.

Outra alternativa, menos usual, é não participar da confraternização. Nessa situação, o profissional deve comunicar sua decisão com transparencia, sem criar impressão negativa, segundo Hertel. A ideia central é manter a boa relação e o respeito no ambiente corporativo.

Dicas de comportamento costumam enfatizar moderação, respeito às hierarquias e cuidado com conversas sensíveis. Evitar temas polêmicos, reduzir exposição em redes sociais e planejar o retorno para preservar imagem também são recomendados.

Segundo o guia de conduta, o ambiente da festa não substitui o ambiente de trabalho. O equilíbrio entre diversão e profissionalismo é visto como parte do desempenho, com foco na conduta durante o evento e nas atitudes subsequentes.

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