- Ana Maria de Brito, 91 anos, voltou à escola em Juiz de Fora, Minas Gerais, para aprender a ler e escrever, com o objetivo de ler a Bíblia por conta própria nos cultos.
- Ela decidiu retornar após ver outras pessoas lendo as Escrituras na igreja, dizendo que também queria ler.
- A idosa saiu da escola na infância para ajudar no sustento da família, morou no Rio de Janeiro aos 10 anos e trabalhou como babá e empregada doméstica.
- Casou aos 15 anos; os documentos de identificação foram obtidos pelo noivo, que também registrou o casamento; ele faleceu há pouco tempo.
- Desde os 88 anos, ela mantém o foco nos estudos e na igreja; durante as férias, sente falta das aulas, das colegas e da professora.
Ana Maria de Brito, 91 anos, voltou às aulas em Juiz de Fora, Minas Gerais, com o objetivo de ler e escrever para acompanhar as leituras da Bíblia nos cultos. A iniciativa nasceu após ela observar outras pessoas lendo as Escrituras na igreja.
A idosa explicou que decidiu recomeçar o estudo ao ver o movimento de leitura ao redor. Ela afirmou que o sonho maior é conseguir seguir as passagens sagradas por conta própria.
Antes da alfabetização, Ana Maria deixou a escola ainda na infância para ajudar no sustento da casa. Aos 10 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, trabalhando como babá e empregada doméstica. A vida foi definida por momentos de desafio e mudança.
Trajetória de vida
Aos 15 anos, ela se casou e formou família. O noivo ajudou a obtenção de documentos de identificação que ela não possuía, e o casamento ocorreu seis meses depois, segundo relato da moradora de Juiz de Fora. O marido faleceu recentemente.
Ao ficar viúva, ela resolveu retomar os estudos aos 88 anos, iniciando a alfabetização. A aluna disse ter gostado da rotina escolar, conquistando amizades entre colegas e professores durante o processo.
Retorno aos estudos
A escola e a igreja passaram a ter prioridade na vida de Ana Maria. Ela afirmou que não pensa em outra coisa além de estudar e manter a participação na comunidade religiosa. Durante as férias, a idosa confessou sentir falta das aulas, das colegas e da professora e revelou a ansiedade para retornar.
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