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Fugir de Deus e da identidade judaica; depois li o Novo Testamento

De inter-religioso a seguidor de Jesus, a leitura do Novo Testamento transformou a identidade judaica e levou à missão de reconciliação entre judeus e árabes

Photograph of Aaron Abramson
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  • Cresci em uma casa inter-religiosa em Seattle e, ainda criança, vivenciava uma mistura de tradições judaicas e cristãs, incluindo o bar mitzvah e uma passagem de Isaías citada na leitura litúrgica.
  • Aos 15 anos mudei para Israel com a família, entrando em uma comunidade ortodoxa perto de Jerusalém e vivenciando a vida religiosa diária durante a Primeira Intifada.
  • Servi no Exército de Defesa de Israel, perdi o amigo Joshua, que foi sequestrado e morto por Hamas por ser judeu, o que me levou a profundas dúvidas e desilusão.
  • Depois de viajar pela América, Canadá e México, li o Novo Testamento e passei a ver Jesus como cumprimento das Escrituras hebraicas, o que me trouxe fé e paz.
  • Voltei a Israel, passei a trabalhar como missionário com Jews for Jesus e, desde então, foco em encontrar Jesus e promover reconciliação entre judeus e árabes por meio do evangelho.

Irmã e irmão, a notícia traz o relato de uma transformação religiosa ocorrida em uma vida marcada por identidades entrelaçadas. Crescido em Seattle, nos Estados Unidos, Aaron Abramson viveu em uma casa com influências judaicas e católicas, buscando entender sua fé em meio a uma prática interconfessional.

Aos 12 anos, a família passou a frequentar uma congregação messiânica para aprofundar raízes judaicas. Um ano depois, ele celebrou o bar mitzvah com haftará de Isaías 1,18, promessa que mais tarde moldaria seus caminhos. Aos 15, mudou-se para Israel, em aliyah, para viver entre uma comunidade ortodoxa perto de Jerusalém.

A mudança levou a uma vivência ritual intensa, em meio ao agravamento do conflito durante a Primeira Intifada. O período foi marcado por insegurança diária e questionamentos sobre fé, identidade e a existência de Deus, que surgiram na juventude diante do risco para a família.

Aos 17 anos, decidiu deixar o lar e ingressar num yeshiva ortodoxa para jovens homens em Jerusalém. Lá, as perguntas sobre o significado de ser judeu e a presença de Deus ampliaram-se, enquanto as respostas pareciam distantes diante de uma rotina centrada no estudo do Talmude.

Em 1992, Abramson ingressou no IDF, em meio a um cenário de guerra e perdas. Durante o serviço, recebeu a notícia da morte de um amigo judeu, torturado por Hamas, o que o levou a um mergulho profundo de desilusão e nihilismo.

O desânimo o acompanhou em viagens pelo deserto, até que um encontro com atitudes de pessoas que viam na religião apenas um recurso humano reacendeu o debate interno. A frase de um motorista, que descreveu a religião como amparo, reforçou o cansaço com a fé.

Ao longo dos anos, Abramson buscou respostas wanderer, viajando pela América, Canadá e México. Mesmo longe de Israel, sinais de fé reapareciam, na forma de encontros com pessoas que o convidavam a conhecer Jesus, percebido como uma presença viva e relevante.

A mudança decisiva veio quando alguém o desafiou a ler o Novo Testamento. Relutante, ele abriu o texto e encontrou leituras que conectavam profecias, ensinamentos do Torah e tradições proféticas a Jesus, percebido como cumprimento das Escrituras hebraicas.

Ao retornar a Israel, Abramson participou de um culto pela primeira vez, em Jerusalém, em meio a uma congregação de ex-muçulmanos. O pastor Issam, acolhedor, mostrou que a reconciliação entre judeus e árabes pode ocorrer pela fé, alterando sua visão de paz.

Desde então, o missionário passou a dizer que o evangelho pode romper barreiras históricas entre povos. Em Israel, passou a atuar com a organização Jews for Jesus, realizando trabalhos de rua, estudos bíblicos e formação de novos fiéis.

Segundo Abramson, o propósito de sua vida é ajudar pessoas a encontrar o caminho do Messiah, especialmente entre o povo judeu. O percurso o levou a tornar-se missionário em tempo integral, dedicando-se a compartilhar a mensagem com clareza e compaixão.

Hoje, ele continua a enfatizar que a busca espiritual não precisa de inimigos entre israelenses e árabes, defendendo uma leitura de paz sustentada pela fé. O relato aponta para uma fé que, segundo ele, pode oferecer reconciliação onde houve separação.

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