- O papa Leão pediu aos cardeais católicos para tornar a Igreja mais inclusiva e atrair novos fiéis, durante um cume de dois dias no Vaticano.
- Leão sinalizou a continuidade das reformas iniciadas pelo Papa Francisco, incluindo debates sobre acolher pessoas LGBT e possibilidade de ordenação de mulheres.
- O encontro começou com sessão fechada; o Vaticano informou que 170 dos 245 cardeais do mundo participaram.
- O pontífice pediu que os cardeais não discutam publicamente as reuniões para permitir conversas francas, e pediu orientações sobre prioridades para os próximos dois anos.
- O Cardeal Timothy Radcliffe pediu evitar divisões entre os membros para que a Igreja seja útil ao papa.
PAPA LEO PIDE INCLUSÃO NA IGREJA ÀS CÚPULAS CATÓLICAS
O Papa Leo abriu com um apelo à unidade durante o summit de dois dias com 170 dos 245 cardeais no Vaticano. O objetivo é evitar divisões na Igreja de 1,4 bilhão de fiéis e ampliar a captação de novos seguidores, mantendo o foco em uma mensagem de amor divino.
O encontro fechado, iniciado na quarta-feira, visa discutir a direção da Igreja sob um guarda-chuva de reformas herdadas do falecido Papa Francisco. Leo ressaltou que o crescimento depende de atrair pessoas com a mensagem de amor de Deus para todos.
Análises e contexto indicam que o Papa pretende manter a linha de Francisco, que enfrentou cismas entre conservadores e progressistas. Um acadêmico citado afirmou que Leo busca que os cardeais atuem em conjunto para atender às expectativas dos fiéis.
Quem esteve presente, quando e onde
O Vaticano confirmou a participação de 170 cardeais entre 245 convocados no encontro, que aconteceu no Vaticano. A reunião começou na quarta e se encerra na quinta, com sessões a portas fechadas para permitir conversas francas.
Como as discussões são conduzidas
Os participantes foram orientados a não tornarem públicas as discussões para favorecer o diálogo aberto entre eles. O porta-voz Matteo Bruni explicou o caráter confidencial das conversas.
Posicionamentos-chave
Leo enfatizou que o amor é a base da credibilidade da Igreja, destacando que a união atrai fiéis enquanto a divisão dispersa. O objetivo é consolidar a continuidade das reformas e alinhar prioridades para os próximos dois anos.
Implicações e desdobramentos
Observadores afirmam que o papa em exercício pretende avançar com as diretrizes de Francisco, mantendo o impulso rumo a uma Igreja mais inclusiva, incluindo debate sobre participação de católicos LGBT e ordens femininas, sem apontar mudanças definitivas imediatas.
Testemunhos e perspectivas
O acadêmico Massimo Faggioli afirmou que Leo trabalha para convencer os cardeais a agir de forma coletiva, mantendo-se dentro das trajetórias marcadas por Francisco. O cardeal britânico Timothy Radcliffe incentivou a evitar disputas que prejudiquem a missão da Igreja.
Fonte: Reuters
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