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Cardeal de 94 anos de Hong Kong defende liberdade na China

Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, 94, continua defendendo a liberdade em Hong Kong, mesmo sob julgamento por financiar o 612 Humanitarian Relief Fund de 2019

A photo of Cardinal Zen
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  • O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, de Hong Kong, hoje com 94 anos, é conhecido por defender a liberdade religiosa e os direitos sociais.
  • Em dois mil e dezessete, ele apoiou ativamente protestos pró-democracia em Hong Kong; em dois mil e dezenove foi processado por não registrar o 612 Humanitarian Relief Fund, criado para ajudar manifestantes detidos.
  • O caso de mil novecentos e onze ficou marcado por uma greve de fome de três dias em defesa de escolas católicas, criticando políticas governamentais de intervenção na educação.
  • Zen criticou o acordo provisório de dois mil e dezoito entre o Vaticano e a China sobre a nomeação de bispos, classificando-o como prejudicial à unidade da igreja.
  • Apesar das críticas, manteve relação com o papa Francisco, destacando a complexidade de relações entre igreja e poder político, e argumentando pela preservação das liberdades em Hong Kong e na China.

O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, de 94 anos, enfrenta acusações em Hong Kong ligadas a uma fundação de apoio a ativistas durante os protestos pró-democracia de 2019. O caso envolve o não registro de um fundo financeiro de apoio a presos políticos.

Zen, bispo emérito de Hong Kong, ficou conhecido por seu ativismo público e por manter posições conservadoras dentro da Igreja. Em 2022, ainda aos 90, ele passou por julgamento relacionado ao tema, mantendo uma postura de resistência a pressões institucionais.

Recentemente, Zen tem mantido atuação pública em eventos religiosos locais. Em junho do ano passado, participou de uma missa latina com demonstrações de fé conservadora, marcando posição dentro de sua visão sobre a igreja na região. Suas ações têm recebido atenção internacional.

Ao longo de décadas, o cardeal tem criticado acordos entre o Vaticano e o governo chinês, defendendo autonomia da Igreja Católica na China e apoio aos marginalizados. Em várias ocasiões, denunciou pressões políticas sobre as instituições religiosas.

Zen nasceu na China continental em 1932 e mudou-se para Hong Kong em 1948, após a transformação da cidade em diocese. Sua trajetória inclui liderança dentro da congregação salesiana e atuação como professor em seminários administrados pelo governo chinês, em determinados períodos.

O caso em Hong Kong envolve a fundação 612 Humanitarian Relief Fund, criada para financiar defesas legais de manifestantes presos. Zen foi condenado por operar uma entidade não registrada, com a apreensão de passaporte e multa. O episódio consolidou seu papel como uma figura de oposição às políticas governamentais.

A defesa de Zen sustenta que seu trabalho humanitário visava proteger direitos civis e apoiou movimentos pró-democracia. Autoridades destacam que a ausência de registro de entidades beneficentes configura infração legal, independentemente de motivações.

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