- O papa Leão XIV afirmou, em discurso ao corpo diplomático no Vaticano, que observa redução do espaço para a liberdade de expressão em países ocidentais.
- Ele criticou uma ideologia “de estilo orwelliano” e disse que, sob o argumento da inclusão, novas formas de linguagem podem excluir quem não adere a determinadas visões.
- O pontífice disse que a liberdade de consciência enfrenta pressão crescente, inclusive em Estados que se apresentam como democráticos.
- Também condenou a violência jihadista e mencionou a perseguição a cristãos em várias regiões, citando Bangladesh, Sahel, Nigéria, o ataque na paróquia de Santo Elias, em Damasco, e Cabo Delgado, Moçambique.
- Dados da Lista Mundial de Perseguição 2026 da Portas Abertas apontam 388 milhões de cristãos sob risco, com concentração na África Subsaariana.
O papa Leão XIV afirmou, em discurso ao corpo diplomático no Vaticano, que o espaço para a liberdade de expressão vem diminuindo em países ocidentais. Ele também manifestou preocupação com a violência de extremistas muçulmanos, descritos como jihadistas, em várias regiões do mundo.
Segundo o pontífice, uma ideologia de estilo orwelliano se espalha no Ocidente, restringindo o debate público. Ele criticou a linguagem promovida pela inclusão, dizendo que pode excluir quem não adere a determinadas visões. Afirmou ainda que a liberdade de consciência sofre pressão, mesmo em democracias.
Ameaça à liberdade de expressão no Ocidente
Leão XIV ressaltou que a liberdade de consciência está sendo questionada por governos que se declaram democráticos e defensores dos direitos humanos. Em seu discurso, enfatizou o equilíbrio entre interesse coletivo e dignidade individual na proteção da liberdade.
O papa também condenou a violência jihadista e apontou perseguição a cristãos em diversas regiões, descrevendo o tema como uma das crises de direitos humanos mais disseminadas. Citou vítimas em Bangladesh, Sahel, Nigéria e um ataque na paróquia de Santo Elias, em Damasco, em junho.
Além disso, o pontífice mencionou ataques em Cabo Delgado, Moçambique. Dados da Lista Mundial de Perseguição 2026, publicada pela Portas Abertas, estimam 388 milhões de cristãos sob risco constante, com destaque para a África Subsaariana, onde deslocamentos ocorreram devido a conflitos.
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