- O pastor Sebastião Mariano de Melo, da CIADSETA, afirmou que a rotina das igrejas da Assembleia de Deus mudou de forma definitiva nas últimas décadas, por mudanças no cotidiano dos fiéis e maior presença de distrações.
- Ele disse que “aquela Assembleia de Deus não existe mais” e comparou o passado com o presente, afirmando que antes os fiéis eram mais simples e dispostos.
- Melo lembrou que, cerca de quatro décadas atrás, havia culto diário, consagrações às 11h e orações às 5h, com templos cheios, em Araguaína (TO) durante a AGO da CIADSETA.
- Com 41 anos de ministério, o pastor afirmou que o ambiente em Presidente Kennedy (TO) é tranquilo e que o trabalho é pacífico, mas que há desafios como alcançar pessoas fora da igreja e manter a vida de oração.
- Ele apontou que o maior acesso à televisão e às redes sociais, além de mudanças socioeconômicas, alteraram hábitos e reduziram a frequência aos cultos, exigindo adaptação da liderança e da organização dos cultos.
O pastor Sebastião Mariano de Melo, um dos líderes mais antigos da CIADSETA no Tocantins, disse que a rotina das igrejas da Assembleia de Deus passou por mudanças definitivas nas últimas décadas. Segundo ele, as transformações refletiram o cotidiano dos fiéis e a presença crescente de distrações no dia a dia.
A declaração foi feita durante entrevista concedida na AGO promovida pela CIADSETA, em Araguaína, no último fim de semana. Melo relatou que, há cerca de quarenta anos, havia culto diário, consagrações ao meio-dia e orações pela manhã, com templos sempre cheios.
Com 41 anos de ministério, ele atua no campo de Presidente Kennedy (TO) e descreveu o ambiente local como tranquilo, afirmando sentir-se honrado por servir à comunidade. A observação é de que o ministério é visto como um trabalho pacífico.
Mudanças no cotidiano e desafios do ministério
O pastor apontou dois desafios constantes: alcançar pessoas fora da comunidade religiosa e manter a prática de oração entre os fiéis. Ele mencionou que o maior acesso à televisão e, mais recentemente, às redes sociais, alterou hábitos e reduziu a frequência nos cultos.
Além disso, Melo citou mudanças socioeconômicas e de rotina familiar, destacando que hoje muitas mulheres trabalham fora de casa, o que altera a dinâmica de participação nas atividades religiosas.
O novo cenário, na avaliação dele, exige que a liderança ajuste a forma de conduzir os cultos e concilie agendas para atender o público atual. Quem não acompanhar a transição, segundo o pastor, corre o risco de ficar para trás.
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