- Leandro de Souza, conhecido como o “homem mais tatuado do Brasil”, ganhou bolsa de estudos para o Seminário Evangélico Betânia, em Pernambuco, para se preparar para o ministério.
- O cristão está fazendo remoção de tatuagens no rosto, com sessões a laser gratuitas; a sexta sessão está marcada para março e restam três encontros.
- Ele deixou o emprego em uma ótica em Bagé, no Rio Grande do Sul, e vai se mudar para o Nordeste no final de fevereiro para estudar por quatro anos.
- Leandro afirma que seguirá o chamado missionário, dedicando a vida a evangelizar e resgatar outras pessoas, seja no Brasil ou em lugares mais remotos.
- Em discurso no Instagram, ele contou que foi resgatado da rua, das drogas e de um passado conturbado e que pretende continuar ajudando quem precisa.
Leandro de Souza foi contemplado com uma bolsa de estudos em um seminário teológico e missionário. O certificado o autoriza a se preparar para o ministério no Seminário Evangélico Betânia, em Pernambuco.
O cristão, que está em processo de remoção de tatuagens após a conversão, deixará o emprego como vendedor de uma ótica em Bagé (RS) e vai morar no Nordeste no fim de fevereiro, para um curso de quatro anos.
A trajetória de Leandro inclui passar por situações extremas, como viver na rua e enfrentando dependência. Ele diz acreditar que o tempo no seminário pode abrir portas para o trabalho missionário, seja no Brasil ou em regiões remotas.
Remoção das tatuagens
Leandro já realizou várias sessões de remoção a laser no rosto, oferecidas gratuitamente por um profissional de São Paulo. A sexta sessão está prevista para março, com mais três ainda por fazer.
Segundo ele, o processo tem sido gradual para permitir a recuperação da pele. O total esperado são oito atendimentos, com o andamento acompanhado pela equipe médica.
A história de Leandro aponta que ele já teve mais de 170 tatuagens, cobrindo cerca de 95% do corpo ao longo de 20 anos. A partir da conversão, há três anos, ele resolveu iniciar as remoções.
Infância sofrida
Leandro nasceu em 1989 e foi encontrado ainda recém-nascido em uma caixa de sapatos por sua atual madrinha, no Rio Grande do Sul. Ela o incentivou a ser adotado por uma professora da rede estadual.
Na infância, ele sofreu abusos sexuais por parte de um policial militar que frequentava a casa da babá. Esses traumas influenciaram decisões futuras em sua vida.
Na adolescência, enfrentou novos desafios, envolvendo-se com drogas e posteriormente sendo preso por estelionato. O resgate espiritual ocorreu durante um evangelismo no Albergue Municipal de Bagé.
Entre na conversa da comunidade