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Sinodal Geral da Igreja da Inglaterra interrompe ações sobre igualdade LGBTQ+

Sinodo Geral encerra o processo Living in Love and Faith, congela avanços LGBTQ+ e aponta incertezas para eleições

The archbishop of York Stephen Cottrell speaks at the Church of England General Synod, in London.
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  • A General Synod da Igreja da Inglaterra decidiu interromper o trabalho do projeto Living in Love and Faith (LLF) sobre igualdade LGBTQ+, em Londres, por 252 votos a 132, com 21 abstenções.
  • A medida encerra três anos de esforços para permitir que clérigos realizem bênçãos a casais do mesmo sexo em cerimônias civis, mantendo a proibição de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
  • A decisão reconhece a dor de muitos participantes e aponta que não houve consenso entre camps conservador e liberal dentro da igreja.
  • Um novo grupo de trabalho sobre relacionamentos, sexualidade e gênero será criado para dar continuidade aos debates, sob a formulação da moção aprovando o adiamento.
  • O custo acumulado do processo LLF chegou a 1,6 milhão, e houve reações de desapontamento entre defensores da igualdade, com relatos de pessoas LGBTQ+ deixando a igreja.

A General Synod da Church of England decidiu interromper o andamento do projeto Living in Love and Faith (LLF), após extensa polarização entre alas conservadora e liberal da instituição. A decisão foi tomada durante sessão em Londres, com 252 votos a favor da paralisação, 132 contrários e 21 abstenções. O movimento reconheceu o sofrimento causado pelo processo e decidiu manter a proibição de clérigos casarem-se civilmente com pessoas do mesmo sexo.

Os líderes da igreja afirmaram que não houve consenso suficiente para avançar em questões de relacionamento, sexualidade e gênero. A paralisação é aplicada até a realização de uma nova sessão sinodal, quando as posições internas devem ser revistas. A medida encerra três anos de trabalho que incluía a possibilidade de bênçãos a casais do mesmo sexo em cerimônias religiosas.

O arcebispo de Canterbury, Sara Mullally, discursou dizendo que o LLF deixou feridas na comunidade, mas classificou as propostas dos bispos como um caminho sensato para seguir adiante. A fala ocorreu durante um debate de cinco horas, no qual várias vozes destacaram dor, raiva e sensação de traição pela falta de avanço.

Entre os presentes, pendências emocionais foram relatadas por religiosos que defendiam a igualdade LGBTQ+. Um sacerdote londrino chegou a dizer que o coração está partido diante da continuidade das mesmas dificuldades. Outros relatos apontaram que mudanças desejadas podem não acontecer a tempo de muitos.

Novo caminho institucional

A decisão prevê a criação de um grupo de trabalho sobre relacionamentos, sexualidade e identidade de gênero, com a responsabilidade de continuar o estudo no futuro. A medida foi recebida com críticas de setores que defendem modificações mais rápidas no tema e de aliados que defendem a igualdade plena.

Para o que se seguiu, a sinodalidade deverá manter a proibição de rituais de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, mantendo, porém, a prática de bênçãos em contextos litúrgicos. A expectativa é de que eleições marcadas para este ano influenciem o debate entre as várias correntes dentro da igreja.

Desde a década passada, o tema gerou tensões que chegaram a aproximação de uma crise institucional. Em 2023, a igreja havia sinalizado não apoiar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, permitindo apenas bênçãos em serviços comuns. Nas últimas eleições, partidários da continuidade de debates intensificaram as disputas.

Alguns fiéis e setores da comunidade já sinalizaram a possível saída de LGBTQ+ da igreja, citando sensação de não acolhimento. O impacto financeiro do LLF foi citado como relevante, com estimativas de custo de cerca de 1,6 milhão de libras, embora o custo humano tenha sido destacado como ainda maior.

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