- Um em cada três cristãos confia na inteligência artificial para aconselhamento espiritual, sendo 33% no total e 45% entre os jovens.
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- A pesquisa, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística (IPE), ouviu 2.000 pessoas de diferentes regiões do Brasil.
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- A confiança é maior entre evangélicos (40%) do que entre católicos (25%).
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- Entre os que confiam na IA, 60% usam aplicativos de aconselhamento e 40% interagem com chatbots ou assistentes virtuais.
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- Especialistas destacam que a IA não substitui a relação com Deus e defendem discernimento; a Igreja Católica adota a tecnologia com cautela, reforçando o acompanhamento pastoral.
O Instituto de Pesquisa e Estatística (IPE) divulgou um estudo sobre fé e tecnologia no Brasil. O levantamento mostra que 1 em cada 3 cristãos confia na inteligência artificial para aconselhamento espiritual. A pesquisa analisa mudanças nos hábitos de fé e na relação com líderes religiosos.
O estudo entrevistou 2.000 pessoas de diversas regiões. Entre os participantes, 33% consideram a IA uma ferramenta confiável para orientação espiritual. Entre os jovens, a confiança alcança 45%, revelando maior aceitação entre as novas gerações.
O que dizem especialistas e líderes religiosos ganha ritmo no relatório. O pastor e teólogo João Silva afirma que a IA não substitui a relação com Deus, mas pode auxiliar na busca por conforto espiritual, sobretudo em regiões com poucos líderes. A psicóloga Maria Oliveira ressalta que a IA não tem discernimento espiritual e deve ser usada como apoio.
A pesquisa também aponta uso prático da tecnologia: 60% dos que confiam na IA recorrem a aplicativos de aconselhamento, enquanto 40% preferem interações com chatbots ou assistentes virtuais. A maioria afirma que a tecnologia fortalece a fé e responde a dúvidas.
Diferenças entre grupos religiosos
O estudo indica que a confiança varia por confissão. Entre os cristãos evangélicos, 40% veem a IA como ferramenta confiável, ante 25% entre católicos. O resultado reflete abordagens distintas em relação a tecnologia e fé.
Adoção pela Igreja Católica
A Igreja Católica trabalha a adoção tecnológica de forma cautelosa. O uso de aplicativos oficiais para oração e catequese é incentivado, mas com ênfase no acompanhamento pastoral presencial.
A pesquisa sugere que a IA pode tornar a prática religiosa mais acessível e personalizada, desde que haja discernimento e manutenção de uma relação com Deus.
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