- O Papa divulgou, na quinta-feira, uma mensagem em vídeo pedindo que Deus ajude os líderes mundiais a renunciar à guerra como forma de resolver conflitos.
- A intenção de março do Pontífice é pela desarmamento e pela paz, pedindo que as nações rejeitem armas e optem pelo diálogo.
- Não fica claro se o vídeo foi feito especialmente em resposta à campanha militar dos EUA e de Israel contra o Irã, que se espalha pela região.
- O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, afirmou que ataques dos EUA e de Israel ameaçam o direito internacional e não há direito de lançar guerras preventivas.
- O Papa pediu que a segurança verdadeira venha da confiança, da justiça e da solidariedade entre os povos.
O Papa Leo divulgou um vídeo na quinta-feira em que pede a Deus que ajude os líderes mundiais a renunciar à guerra como caminho para resolver conflitos, em um apelo pouco usual diante da intensificação da campanha de bombardeios EUA-Israel contra o Irã, que já está no sexto dia. A gravação foi feita no Vaticano e o tema da oração mensal do pontífice é pela dissuasão e pela paz.
Na mensagem, o pontífice afirma a necessidade de uma compreensão de que a verdadeira segurança não vem do domínio alimentado pelo medo, mas da confiança, da justiça e da solidariedade entre os povos. Não ficou claro se o vídeo foi produzido especificamente em resposta à ofensiva militar em curso.
A Igreja Católica tem destacado a importância do diálogo e da diplomacia para a resolução de disputas internacionais, sem reconhecer o direito de ações preventivas. O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que ataques preventivos violam normas internacionais e podem aumentar os riscos de escalada.
Comentários de diplomacia vaticana
Parolin alertou que reconhecimento do direito a guerras preventivas colocaria o mundo em maior risco de conflagração. Em entrevista a veiculo da Igreja, o diplomata ressaltou a necessidade de soluções que preservem a segurança sem recorrer à força. O Vaticano mantém posição de incentivar canais pacíficos de negociação.
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