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Da hino ‘O for a Thousand Tongues’ ao ‘The Blessing’

Novo hinário Wesleyano ecumênico, Our Great Redeemer’s Praise, é a primeira edição em mais de trinta anos e consolida identidade litúrgica após a cisão da Igreja Metodista Unida

An image of the hymnal.
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  • Em 2019, a Igreja Metodista Unida aprovou plano de saída para congregações que optaram pela disassociação, gerando o cisma que levou à perda de 25% das congregações dos EUA e à criação da Global Methodist Church.
  • Muitas igrejas desassociadas buscaram um hinário que mantenha raízes wesleyanas, adotando amplamente o hinário ecumênico Our Great Redeemer’s Praise.
  • O hinário, primeiro em mais de trinta anos, foi produzido pela Seedbed (ministério wesleyano) e começou a ser desenvolvido em 2019; edições começaram a chegar às igrejas e já passaram por cinco reimpressões desde 2022.
  • O público comprador inclui igrejas de diversas denominações com raízes wesleyanas, além de algumas não denominacionais e leitores devocionais; a maioria das compras vem de congregações que migraram para GMC.
  • A coletânea preserva cem hinos de Charles Wesley e encerra com a música The Blessing, refletindo o momento atual da tradição wesleyana.

In 2019, a plan de saída aprovado pela Igreja Metodista Unida (UMC) abriu espaço para congregações que discordavam da postura sobre sexualidade e relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. O desdobramento foi um cisma que resultou na saída de cerca de um quarto das congregações dos EUA e na criação da Global Methodist Church (GMC). Muitas igrejas que migraram passaram a reconfigurar sua identidade congregacional e, em alguns casos, adquiriram novos hinários.

O hinário ecumênico Wesleyano Our Great Redeemer’s Praise surge como uma opção para preservar raízes wesleyanas e manter a prática de cantar de forma congregacional. O projeto, iniciado pela Seedbed, ministério Wesleyano ligado ao Asbury Theological Seminary, reuniu esforços desde 2019 e lançou a edição impressa em 2022. Hoje, o hinário circula em igrejas de várias denominações com raízes wesleyanas, além de algumas comunidades não denominacionais.

Olhando para o público que adota o hinário, a maioria das igrejas que o adquiriram deixou a UMC e ingressou na GMC, mas a oferta não se restringe a essa prática. Dentro dos EUA, o vocabulário wesleyano abrange Methodists, Nazarene Church e Salvation Army, além de compradores de outras tradições. Dados da Seedbed indicam que também há demanda entre indivíduos para uso devocional em casa.

Atores e motivações

A liderança da Seedbed, representada pelo diretor de publicação Andrew Miller, aponta que o interesse pelo hinário superou as expectativas, refutando a ideia de que o hinário está em declínio. O editor-geral Jonathan Powers ressalta que o objetivo é manter a natureza wesleyana do livro, sem restringir o uso a uma única tradição.

Entre os adeptos, o pastor Matt O’Reilly, da Christ Church Birmingham (Alabama), relata que a igreja, que deixou a UMC em 2022 e hoje integra a GMC, adquiriu o hinário para acompanhar a transição e fortalecer a prática de canto coral, tradicional e contemporânea. A abordagem, segundo ele, reforça uma identidade musical que valoriza o papel dos hinários como recursos teológicos.

O hinário inclui 100 hinos de Charles Wesley, destacando uma presença mais ampla da voz wesleyana em relação a edições anteriores. A equipe editorial avaliou canções de tradição histórica, renovando o repertório sem perder o foco em conteúdos teológicos essenciais para o movimento metodista.

Construção e alcance

Capítulos de pesquisa e consultas com líderes de várias denominações Wesleyanas contribuíram para a seleção de canções relevantes para a história e para a identidade das comunidades. Em decisões editoriais, músicas com conotação patriótica ou teologias específicas foram avaliadas caso a caso para manter a linha bíblica e histórica do hinário.

O lançamento busca atender às necessidades de igrejas que desejam transição entre denominações e, ao mesmo tempo, oferecer uma experiência musical tangível em papel, em contraste com a dependência de telas digitais. O objetivo é enfatizar a prática corporal do louvor por meio de um livro que possa acompanhar o culto em diferentes formatos.

Contexto histórico

A trajetória do hinário remonta ao surgimento da tradição metodista no final do século XVIII, quando os Wesleys promoveram a produção de hinários para uso público. O primeiro hinário wesleyano, publicado em 1780, inaugurou uma tradição de canto congregacional que resistiu a mudanças ao longo do tempo, com canções que atravessaram várias denominações.

O novo hinário se encerra com a música The Blessing, um hino contemporâneo de louvor que ganhou destaque global durante a pandemia, marcando um momento específico da fé contemporânea. A edição atual é apresentada como um reflexo do que a comunidade Wesleyana vive hoje, mantendo o vínculo com as origens históricas da prática musical litúrgica.

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