- Um ano após os terremotos de 28 de março de 2025, que atingiram Sagaing e Mandalay, cristãos enfrentam perdas, trauma e perseguição, com muitos desabrigados.
- A igreja birmanesa recebe apoio da igreja brasileira para reconstrução e para levar a mensagem de fé e esperança em meio aos escombros.
- O pastor Joshua relata que a igreja quase desabou; comunicação demorou, mas todos ficaram vivos e ele descreve o peso aliviado ao perceber que havia um plano divino.
- Treinamentos de resistência à perseguição foram fortalecidos, com foco em consolo, assistência básica e apoio emocional aos fiéis.
- A Portas Abertas organizou uma resposta rápida com alimentos, tendas, água e assistência, e a igreja tem ampliado a mobilização para dois horários de cultos dominicais.
Após os terremotos que atingiram Sagaing e Mandalay em 28 de março de 2025, cristãos na Birmânia enfrentam desabrigo, trauma e perseguição. O desastre deixou centenas desabrigados e levou a uma mobilização de ajuda solidária, com apoio internacional.
O epicentro ficou no município de Sagaing, na região homônima. De acordo com relatos locais, o tremor foi sentido com intensidade e despertou temor entre comunidades cristãs, que vivem sob pressão de perseguição no país.
Um ano depois, a igreja birmanesa recebe apoio de parcerias internacionais, incluindo a igreja brasileira. O esforço ajuda na reconstrução de casas, templos e na assistência a pessoas atingidas, mantendo vivo o testemunho religioso mesmo diante da crise.
Durante um treinamento precursor à perseguição, o pastor Joshua recebeu um alerta de Lin sobre a devastação em Sagaing e Mandalay. Sem sinal de telefonia, ele e os anciãos chegaram a uma vila distante para confirmar que a igreja estava prestes a desabar, mas que todos estavam vivos.
Apesar do choque, o pastor retornou à aldeia e retomou os ensinamentos, fortalecendo a fé com o tema de “tempestades”. O episódio reforçou a utilidade de treinamentos bíblicos para resistência em períodos de crise, segundo relatos da Portas Abertas.
A resposta imediata incluiu uma equipe de Resposta Rápida com apoio local, que levou alimentos, água, tendas, medicamentos e suporte emocional aos sobreviventes. Treinamentos de cura de traumas ajudaram a reduzir o medo de retornar aos prédios danificados.
Líderes de igreja orientaram ações para identificar membros afetados, avaliar danos, fornecer itens básicos e apoiar cristãos recém-convertidos que vivem em extrema pobreza. As quedas e réplicas frearam a normalidade, levando muitos a dormir em ruas frias e úmidas.
Para o pastor Joshua, houve transformação no coração das pessoas. Ao receber ajuda prática, muitos passaram a reconhecer o amor de Cristo, ainda que desiludidos com lideranças religiosas tradicionais. A experiência levou mais indivíduos a buscar compreender a fé.
A igreja de Joshua também sofreu danos, mas parte da estrutura foi recuperada com apoio de parceiros locais. Atualmente, o templo recebe maior número de fiéis, exigindo dois horários de culto dominical para atender a demanda.
A continuidade da reconstrução espiritual depende de ações solidárias. Doações de abrigo, alimento e apoio emocional ajudam irmãos que enfrentam perseguição, pobreza extrema e as consequências dos abalos sísmicos.
Como orientar a ajuda, a Portas Abertas recomenda orar pelos fiéis que precisam permanecer firmes, pelos que buscam entendimento espiritual e pela cura emocional dos afetados. Também é importante acompanhar a situação política do país, sob regime militar desde 2021.
Fonte: Portas Abertas (informações compiladas sobre cristãos perseguidos em Mianmar)
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