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Papa Leão XIV critica desigualdade entre ricos e pobres em visita a Mônaco

Papa Leo XIV visita Monaco, o primeiro desde 1538, e pede uso da riqueza e influência para o bem, defendendo a vida em contexto de Igreja católica estatal

Pope Leo XIV, Princess Charlene and Prince Albert II of Monaco appear at the Gallery of Hercules balcony at the Prince's Palace, Monaco, Saturday, March 28, 2026
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  • O papa Leo XIV realizou uma viagem de um dia a Monaco, tornando-se o primeiro papa a visitar o território desde Paulo III, em mil quinhentos e trinta e oito.
  • Ele pediu que a riqueza, influência e fé católica de Monaco sejam usadas para o bem e para defender a vida desde a concepção até a morte natural.
  • O encontro ocorreu com o príncipe Albert II e a princesa Charlene; Charlene usou traje branco, privilégio papal conhecido como le privilège du blanc.
  • O pontífice discursou em francês no santuário da catedral, destacando a defesa da vida como ensinamento central da Igreja.
  • A visita incluiu uma missa no estádio Louis II e reuniu a comunidade católica local, em um principado cuja população é de cerca de 38 mil habitantes.

Pope Leo XIV realizou uma visita de um dia ao Principado de Mônaco, destacando a responsabilidade social diante da desigualdade. O encontro envolveu a realeza local, residentes e comunidades católicas, em meio a um cenário de riqueza ostentada no litoral.

A visita marcou a primeira de um papa a Mônaco desde 1538, segundo registros históricos citados pela igreja. O pontífice percorreu o heliporto e o Palácio do Príncipe, acompanhado pela família real e pela comunidade católica da região.

Durante a passagem pelo território, o Papa enfatizou o uso dos recursos, da influência e da fé para o bem comum. A mensagem falou de proteção à vida desde a concepção até a morte natural, segundo o próprio Vaticano.

Em Mônaco, encontro com a realeza e a comunidade

No Palácio, a comitiva real aguardou o Papa no pátio, com as autoridades vestidas formalmente. Charlene, Princesa de Mônaco, trajava branco, privilégio diplomático conhecido como le privilège du blanc. Albert II recebeu Leo XIV com respeito protocolar.

No discurso de abertura, feito do balcão do palácio, Leo XIV pediu que Mônaco use sua “doação de pequenez” para ações positivas. A fala destacou que o momento histórico exige evitar abusos de poder que ameaçam a paz mundial.

Contexto religioso e político em debate

Em Monsa, o Papa repetiu, em francês, a defesa da vida e da doutrina católica. A cerimônia incluiu uma missa no Estádio Louis II e participação de fiéis na Catedral de Monaco-Ville, fortalecendo o perfil religioso do principado, onde o catolicismo é religião estatal.

A monarquia tem histórico de posicionamentos conservadores: Albert II já rejeitou propostas de legalização do aborto, ainda que o país esteja cercado pelo território francês, onde o aborto é permitido por lei. A postura é vista como alinhada ao catolicismo local.

Pela agenda, Leo XIV também participou de encontros com jovens e catecúmenos na Igreja de Sainte Dévote, em La Condamine, reforçando vínculos com comunidades locais. O evento sublinhou o papel da igreja na vida cotidiana de Mônaco.

Pelo contexto, o evento evidencia as tensões entre religiosidade e secularismo na Europa. O Vaticano ressaltou a defesa de valores contrários à prática do aborto e à eutanásia, alinhando-se a uma visão moral tradicional.

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