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Como diferentes religiões celebram a Páscoa ao redor do mundo

Diversas tradições veem a Páscoa como tempo de reflexão, renovação espiritual e transformação, com ritos e datas distintos entre religiões

Mosaico retrata Santo Antônio e Jesus Cristo, ainda bebê, em uma igreja de Istambul, na Turquia
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  • A Páscoa cristã começa no domingo que marca a morte e ressurreição de Jesus, com um período de cinquenta dias que vai até a Pentecostes (24 de maio).
  • A origem está no judaísmo, com a Pessach, que relembra a passagem do povo pelo Mar Vermelho e a libertação da escravidão.
  • As igrejas ortodoxas calculam a data pela lua cheia após o equinócio da primavera e seguem o calendário Juliano; a Páscoa é sempre em domingo e ocorre após a Páscoa judaica.
  • O Espiritismo não comemora a Páscoa, mas valoriza a mensagem de Jesus ao longo do ano, citando Galátas.
  • O islamismo não celebra a Páscoa; Jesus é reconhecido como profeta, e o Ramadã é o mês sagrado de jejum.

O domingo de Páscoa, um dos dias centrais da liturgia cristã, marca a memória da morte e ressurreição de Jesus. O período que se estende por 50 dias começa neste domingo, 5 de abril, e vai até Pentecostes, em 24 de maio. A data dialoga com a tradição judaica no simbolismo do cordeiro e serve de referência para outras religiões.

Religiosos de diferentes tradições veem a Páscoa como um momento de reflexão e renovação. A celebração, em cada fé, aponta para a transformação espiritual e o recomeço, ainda que as práticas variem conforme as crenças locais e suas tradições.

Judaísmo

A Páscoa judaica, chamada Pessach, relembra a libertação do povo judeu do Egito. A celebração, retratada no livro do Êxodo, é marcada por ações de graças a Deus pela passagem da escravidão para a liberdade.

Pessach significa passagem em hebraico, segundo Fernando Lottenberg, ex-presidente da Conib. A narrativa convida a entender as escolhas dos antepassados e a manter viva a memória coletiva.

Igreja Ortodoxa

As igrejas ortodoxas seguem o calendário Juliano e celebram a Páscoa em domingo, após a lua cheia do equinócio da primavera. A data depende de cálculos astronômicos e ocorre sempre depois da Páscoa judaica.

Entre os cristãos ortodoxos, a celebração difere da igreja de Roma, mas mantém o núcleo litúrgico: a data é fixa para o domingo, com base na posição da lua e do sol.

Espiritismo

O espiritismo não celebra a Páscoa como rito, mas reconhece o significado da data. A doutrina enfatiza o Evangelho de Jesus e propõe vivenciar a mensagem de Cristo ao longo do ano.

Texto bíblico de referência é Gálatas, que destaca a presença de Cristo na vida dos fiéis. Assim, a solenidade inspira prática espiritual contínua.

Islamismo

No Islã, a Páscoa não é comemorada da mesma forma, pois Jesus é visto como profeta. O Ramadã é o mês sagrado, com jejum diário desde o amanhecer até o pôr do sol.

A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil afirma a monoteidade central da fé. A data enfatiza purificação, paciência e reflexão, sem celebração de Páscoa.

Candomblé e Umbanda

Nas religiões de matriz africana, a Semana Santa pode ser observada de forma diferente. Durante a Quaresma, terreiros podem suspender atividades como referência ao Lorogun, associada à luta contra o mal.

Ao fim do ciclo, o calendário religioso celebra o início de um novo ano litúrgico, marcando transição entre rituais e oferendas.

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