- O papa Leão 14 conduziu uma cruz de madeira ao longo de toda a Via Crucis no Coliseu, em Roma, nesta sexta-feira, três de abril de dois mil e vinte e seis, retomando uma prática há décadas não realizada por um pontífice.
- Antes da procissão, o pontífice rezou deitado no chão da Basílica de São Pedro e lavou os pés de doze sacerdotes.
- Não houve missa neste dia; a celebração ficou centrada na liturgia da Palavra, na adoração da cruz e na comunhão.
- A tradição de carregar a cruz foi retomada após décadas: João Paulo II carregou o trajeto completo a partir de 1979 e manteve até 1995; Bento XVI carregou apenas na primeira estação e acompanhou o restante; Francisco nunca carregou a cruz, participou até a piora de sua saúde e faleceu em dois mil e vinte e cinco.
O papa Leão 14 conduziu a cruz de madeira ao longo de toda a procissão da Via Crucis no Coliseu, em Roma, nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026. A cerimônia ocorreu durante a Sexta-feira da Paixão e marcou a retomada de uma prática que não era realizada por um pontífice há décadas.
A celebração relembra os 14 momentos finais da vida de Jesus Cristo, desde a condenação até o sepultamento. Antes da procissão, o papa rezou deitado no chão da Basílica de São Pedro por vários minutos e lavou os pés de 12 sacerdotes, demonstrando respeito na encenação litúrgica.
Não houve missa tradicional neste dia; a programação manteve o foco na liturgia da Palavra, na adoração da cruz e na comunhão.
Tradição retomada
Historicamente, João Paulo II carregou a cruz por toda a extensão da procissão a partir de 1979, repetindo o gesto até 1995, quando teve de suspender parte por conta de uma cirurgia no quadril. A partir de então, passou a conduzi-la apenas em parte do trajeto.
Bento XVI adotou abordagem diferente nos dois primeiros anos de seu pontificado, carregando a cruz apenas na primeira estação dentro do Coliseu e acompanhando o resto da procissão até o encerramento no Monte Palatino.
Francisco nunca carregou a cruz; ele participou da procissão até a piora de sua saúde. O pontífice faleceu em 2025, após uma longa enfermidade.
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