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Relação entre o Irã e a Bíblia Sagrada é tema de análise

A relação histórica entre o Irã e a Bíblia é traçada por povos e impérios citados nas Escrituras, moldando comunidades judaicas e cristãs na região

Entenda a relação do Irã com a Bíblia Sagrada
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  • O Irã moderno abriga diversos povos; a língua principal é o persa (farsi) e o nome Iran deriva de “ariano”, significando “terra dos arianos”.
  • Na Bíblia, regiões que hoje correspondem ao Irã são mencionadas por meio de povos e impérios, como medos, elamitas e Susã, com relatos em Daniel, Ester, Esdras e Neemias.
  • O exílio dos israelitas ocorreu em áreas ao norte do Iraque e do Irã; reis da Assíria e da Babilônia levaram judeus para essas regiões, incluindo Elão e Susã.
  • Figuras persas, como Ciro, Dario e Artaxerxes I, aparecem na Bíblia e autorizam retorno dos judeus, reconstrução do Templo e reformas em Jerusalém; a narrativa de Ester ocorre em Susã.
  • No Novo Testamento, há menção de povos da região (partos, medos, elamitas) em Atos dos Apóstolos, e há relatos históricos de presença judia e cristã na Pérsia ao longo dos séculos.

O Irã aparece com frequência em debates internacionais, mas a Bíblia não cita o país pelo nome. Mesmo assim, povos e impérios da região são mencionados ao longo das Escrituras, moldando a narrativa histórica associada a esse território.

O território atual do Irã reúne diversos povos. O persa, ou farsi, é o idioma dominante. O termo Irã deriva de ariano, significando terra dos arianos; a antiga designação Pérsia vem de Parsa, região central do antigo Império Persa. Em 1935, o nome oficial mudou para Irã.

Madai e Elão aparecem como ancestrais na tradição bíblica. Madai seria ancestral dos medos, citados em 2 Reis, Isaías, Jeremias e Daniel; Elão, dos elamitas, cuja sede ficava perto de Susã, mencionada em Neemias, Ester e Daniel. Esses vínculos ajudam a situar eventos bíblicos na região.

Registros bíblicos situam israelitas cativos no norte do Iraque e do Irã durante o exílio assírio, no século VIII a.C. Em 2 Reis 18:11-12, o rei assírio leva o povo cativo para as cidades dos medos, na Mesopotâmia. Parte desse fluxo está ligado à história posterior de Judá.

Durante o domínio babilônico, Jerusalém foi sitiada em 597 a.C. e destruída por volta de 586 a.C. O povo foi levado para a Babilônia e para Elão, entre outros lugares do império. Nesse período, Jeremias atuou como profeta na região judaica.

O livro de Daniel descreve Susã, em Elão, desde o reinado de Nabucodonosor até Belsazar. O relato registra a demissão de Belsazar em 539 a.C. e a ascensão de Ciro, o Persa, ao poder, marcando mudança de domínio na região.

Ciro, reconhecido pela tolerância religiosa, autorizou o retorno de judeus exilados à terra de Judá. Esdras narra esse retorno, com parte dos judeus permanecendo na Pérsia e na Babilônia, segundo as escrituras. O texto cita o despertar do espírito de Ciro para cumprir a palavra do Senhor.

Dario, sucessor de Ciro, é citado em Daniel 6:28, afirmando que Daniel prosperou sob os dois reis. Nesse período, a reconstrução do Templo de Jerusalém é autorizada e concluída por volta de 516 a.C., conforme Esdras.

A história de Ester se desenrola em Susã, sob o reinado de Xerxes (Assuero). Ester e Mordecai atuam para impedir o extermínio de judeus, levando à instituição da festa de Purim, conforme os relatos bíblicos.

Artaxerxes I sucede Xerxes e aparece nos livros de Esdras e Neemias. Neemias, copeiro do rei, descreve a tristeza pela condição de Jerusalém e recebe autorização para reconstruir seus muros, conforme o texto hebraico.

A Bíblia não detalha o destino do Império Persa após esse período. Registros históricos indicam a conquista de Alexandre, o Grande, abrindo caminho para novas dominações na região.

No Novo Testamento, a região volta a ser mencionada. Mateus registra a visita dos magos ao menino Jesus, sem definir claramente sua origem. Em Atos, Pentecostes cita partos, medos e elamitas, indicando judeus da diáspora da região.

Esses grupos formaram comunidades estabelecidas em áreas que hoje correspondem ao território iraniano. Depois do Pentecostes, muitos retornaram a suas regiões, contribuindo para o florescimento de comunidades cristãs primárias.

Ao longo dos séculos, o Irã passou por transformações políticas e religiosas. Em 651 d.C., a região foi conquistada pelo Califado Islâmico, com o islamismo se tornando dominante, especialmente na vertente xiita. Comunidades judaicas, cristãs e zoroastristas permaneceram.

Locais associados a figuras bíblicas continuam a atrair peregrinos. Susã é associada a Daniel, Hamadã a Ester e Mordecai, entre outros vínculos que perpassam tradições religiosas diversas.

Relatos históricos indicam presença contínua de comunidades judaicas desde o exílio e de cristãs desde o Pentecostes. Igrejas históricas persistem na região, segundo fontes variadas, incluindo relatos de imprensa cristã.

Nas últimas décadas, há relatos de crescimento do interesse pela fé cristã entre iranianos, tanto dentro quanto fora do país. Em contextos de conflitos globalizados, comunidades religiosas enfrentam pressões e desafios, com registros de perseguição em diferentes momentos.

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