- A Argélia recebeu o Papa Leo XIV em 13 de abril de 2026, primeira visita de um pontífice ao país de maioria muçulmana, com foco em diálogo inter-religioso e paz.
- Em função no Memorial do Mártir, em Argel, o Papa homenageou os mortos da guerra de independência (1954–1962 e pediu perdão como caminho para a reconciliação.
- A visita faz parte de uma digressão africana de dez dias, que passa por Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
- Durante a estadia, ele se reuniu com o presidente Abdelmadjid Tebboune e deve visitar a Grande Mesquita de Argel e a Basílica de Nossa Senhora de África; uma cerimônia em Annaba vai homenagear figuras religiosas mortas na década de noventa.
- O objetivo é fortalecer laços entre cristãos e muçulmanos, enquanto grupos de direitos humanos pedem maior atenção à liberdade religiosa, especialmente para a comunidade católica argelina, estimada em cerca de 9 mil fiéis.
O Papa Leo XIV chegou a Argel na segunda-feira, 13 de abril de 2026, marcando a primeira visita de um pontífice ao país de maioria muçulmana. A viagem tem foco em diálogo inter-religioso e paz, abrindo uma excursão africana de 10 dias pela Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
No Memorial dos Mártires, em Argel, ele prestou homenagem aos mortos da guerra de independência (1954–1962) e pediu perdão como caminho para a reconciliação entre comunidades. A mensagem enfatizou perdão como peça central do encontro entre religiões.
Contexto diplomático e agenda
A visita ocorre em um momento delicado nas relações da Argélia com a França e em meio a tensões internacionais, conferindo peso diplomático ao evento. O Papa se reúne com o presidente Abdelmadjid Tebboune durante a estadia e planeja visitas a locais de fé significativos.
Durante a viagem, está prevista visita à Grande Mesquita de Argel e à Basílica de Nossa Senhora de África. Em Annaba, haverá uma cerimônia para homenagear figuras religiosas mortas na guerra civil dos anos 1990, destacando a herança cristã do país.
Contexto religioso e direitos
Segundo autoridades da Igreja, o objetivo é fortalecer os laços entre cristãos e muçulmanos no país. Grupos de direitos humanos pedem maior atenção à liberdade religiosa, sobretudo para a comunidade católica local, estimada em cerca de 9 mil pessoas.
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