- O papa Leão XIV disse que o mundo precisa de mensagem de paz e coexistência após Trump o criticar nas redes sociais.
- Ele falava durante o voo da Argélia para Camarões, na segunda etapa de uma viagem de dez dias pela África, destacando a importância do diálogo entre comunidades.
- Em Yaoundé, o pontífice teve encontro com o primeiro-ministro e deve fazer um apelo pelo fim do conflito nas regiões de língua inglesa; a agenda inclui visita ao presidente Paul Biya.
- Trump já o havia chamado de “terrível” na véspera da viagem; o papa afirmou que continuará criticando a guerra, independentemente dos comentários.
- A viagem envolve quase dezoito mil quilômetros em dezoito voos para onze cidades; o maior evento deve ocorrer em Douala, com missa para cerca de seiscentos mil fiéis.
O Papa Leão XIV afirmou nesta quarta-feira que o mundo precisa ouvir uma mensagem de paz e convivência, após críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais. A declaração ocorreu durante o voo do papamóvel, entre Argélia e Camarões, na segunda etapa de uma viagem de 10 dias pela África.
Em Argel, o pontífice ressaltou que, mesmo com diferenças de crenças e modos de viver, é possível viver junto em paz. Em seguida, o Papa reforçou a ideia de que promover imagens de diálogo é essencial para o mundo atual.
Chegada a Yaoundé, capital de Camarões, o Papa recebeu o início de visita com cerimônia de boas-vindas. O primeiro-ministro local beijou sua mão ao descer do avião, e Leão XIV seguiu por tapete vermelho com convidados religiosos.
Críticas de Trump
Trump havia criticado Leão XIV como “terrível” na véspera da viagem e republicou publicação nas redes sociais na terça-feira (14). A reação entre católicos e republicanos nos EUA foi ampla, com críticas a esse tom do ex-presidente.
O Papa já havia avisado, na véspera, que pretende continuar criticando a guerra entre EUA, Israel e Irã. Em entrevista à Reuters, Leão XIV afirmou que manterá posicionamento público sobre o tema, independentemente de controvérsias.
Leão XIV também citou Santo Agostinho de Hipona, destacando a busca pela unidade entre povos e o respeito às diferenças. O pontífice permanece em Camarões, com agenda repleta de encontros oficiais e iniciativas de paz.
Agenda e desdobramentos da viagem
A visita prossegue em Camarões, Angola e Guiné Equatorial, com deslocamentos entre cidades. Em Yaoundé, está previsto um encontro com o presidente Paul Biya. O Papa planeja um apelo pelo fim de tensões na região anglófona.
Em Douala, a maior missa da viagem deve reunir cerca de 600 mil pessoas, evento considerado o ponto alto da visita. A organização envolve autoridades camaronesas e o Vaticano para garantir a segurança e a participação.
O Papa tem 70 anos e encara uma das viagens mais desafiadoras para um líder da Igreja Católica nas últimas décadas. A operação envolve quase 18 mil quilômetros em 18 voos, ressaltando a logística robusta da comitiva.
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