- Um estudo da American Bible Society aponta que, desde 2024, 9 milhões de americanos a mais demonstraram interesse na Bíblia, apesar da leitura e do engajamento terem caído.
- O grupo “Movable Middle” (curiosos sobre a Bíblia, ainda não engajados) cresceu para 28% dos adultos, com parte desse ganho vindo de quem antes estava desengajado.
- O índice de pessoas altamente engajadas com as Escrituras (Scripture Engaged) fica em aproximadamente 17%, similar ao patamar de dois anos atrás.
- A Bíblia impressa continua sendo a favorita, usada mensalmente por quase 80% dos leitores; formatos digitais são usados por 62% mensalmente.
- Sobre leitura e atitudes, 50% leram pelo menos metade da Bíblia; 17% afirmaram ter lido a Bíblia inteira, enquanto 60% dos que veem a Bíblia como ferramenta de controle leram pouco ou nada.
O estudo nacional divulgado pela American Bible Society aponta uma tendência paradoxal nos EUA: a leitura da Bíblia diminuiu em relação a 2025, mas o interesse e a abertura para suas mensagens cresceram. Ao todo, 9 milhões de americanos a mais demonstraram interesse no conteúdo bíblico desde 2024, sinalizando mudança de atitude.
O relatório 2026 State of the Bible destaca o aumento do grupo conhecido como Movable Middle, composto por pessoas curiosas sobre a Bíblia, mas ainda não engajadas. Esse grupo passa a representar 28% dos adultos, ampliando-se principalmente entre quem antes estava desengajado da leitura bíblica.
Um cenário em transformação
O panorama difere do registrado em 2025, quando houve aumento no engajamento, especialmente entre homens jovens. A edição de 2026 aponta, porém, para uma base de leitores mais aberta à Bíblia, ainda que com participação irregular na leitura.
John Farquhar Plake, Diretor de Inovação da American Bible Society, afirma que o número de brasileiros engajados de forma profunda retornou a cerca de 17%, nível visto há dois anos. “Enquanto o engajamento diminuiu, o interesse cresceu substancialmente”, explica.
Oportunidades para o diálogo
Segundo Plake, muitos no grupo Bible Curious se mostram dispostos a explorar as Escrituras com orientação. Isso representa uma oportunidade para igrejas e comunidades de fé, na avaliação do pesquisador. A pesquisa ouviu 2.649 adultos entre 8 e 27 de janeiro de 2026.
Além disso, a familiaridade com a Bíblia permanece estável: cerca de metade dos entrevistados leu pelo menos metade do texto, e um terço via a leitura como maior parte ou totalidade. Dezessete por cento disseram ter lido a Bíblia inteira, enquanto 10% afirmaram não ter lido nenhuma parte.
Formatos e atitudes
A Bíblia impressa mantém liderança de uso, com leitura mensal para aproximadamente 80% dos leitores. Formats digitais também são relevantes: 62% acessam a Bíblia online mensalmente. Entre Millennials e Geração Z, o uso digital supera o impresso, ainda que muitos usem os dois formatos.
O estudo observa forte correlação entre hábitos de leitura e atitudes. Entre quem afirma que a Bíblia transformou sua vida, 64% leram a maior parte ou totalidade. Já entre quem vê a Bíblia como ferramenta de controle, 60% leram pouco ou nada.
Planos de leitura estruturados
Quase 75% dos participantes que seguem um guia de leitura disseram ter lido a maior parte ou totalidade da Bíblia, indicando que planos estruturados ajudam no engajamento. Os dados fazem parte da pesquisa NORC at the University of Chicago.
Perspectivas futuras
A American Bible Society planeja lançar o relatório em sete capítulos até novembro, com temas como paternidade, inteligência artificial e propósito de vida. A instituição mantém o objetivo de entender o relacionamento dos americanos com as Escrituras em um mundo em constante evolução.
Fontes: American Bible Society e The Christian Post, com dados do relatório 2026 State of the Bible.
Entre na conversa da comunidade