- O Papa Leo criticou líderes que gastam bilhões em guerras durante visita ao Camarão, dizendo que o mundo é dilacerado por tiranos.
- Ele afirmou que certos dirigentes usam “o próprio nome de Deus” para benefício próprio, enquanto recursos para cura, educação e restauração desaparecem.
- As declarações foram feitas dias após um confronto público com o presidente dos EUA, Donald Trump, que atacou o Papa nas redes sociais; o Papa afirmou que continuará promovendo a paz.
- Em Bamenda, o Papa denunciou um ciclo interminável de destabilização e morte na região, marcada por insurgência desde 2017, com dezenas de milhares de pessoas deslocadas e pelo menos seis mil mortos.
- A viagem papal pela África prevê paradas em onze cidades de quatro países, destacando a importância do catolicismo no continente, que abriga cerca de 288 milhões de fiéis.
O Papa Leão pediu paciência e responsabilidade aos líderes que destinam bilhões de dólares a guerras, enquanto visitava Camarões. Em Bamenda, cidade símbolo do conflito anglófono, ele afirmou que o mundo está sendo saqueado por uma minoria de tiranos e que muitos recursos deveriam ir para educação e recuperação, não para armas.
O pontífice criticou quem manipula a ideia de Deus para ganhos próprios e destacou o ciclo de instabilidade que envolve a região, onde já houve milhares de mortos e deslocados. O discurso ocorreu durante a quarta etapa da sua viagem pela África, marcada por visitas a cidades afetadas pela insurgência.
A fala do Papa ocorre dias depois de atrito público com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que o chamou de fraco em crimes e política externa em redes sociais. Em todos os momentos, Leão afirmou que pretende manter o foco na promoção da paz, sem entrar em disputas políticas.
Foco na África
Em Bamenda, o líder religioso ressaltou que quem explora recursos locais costuma investir grande parte do lucro em armamentos, perpetuando o ciclo de desestabilização. Ele lembrou que a violência não produz cura, educação nem restauração, apontando para a necessidade de reconstrução.
O Papa destacou também a mensagem bíblica como guia, citando a importância de reconhecer o próximo como irmão e irmã. O discurso ocorreu diante de fiéis reunidos em uma catedral na região noroeste do país, que é o núcleo do conflito desde 2017.
O itinerário de Leão na África inclui 11 cidades em quatro países. A viagem é vista como sinal da relevância da Igreja Católica no continente, onde cerca de 288 milhões de fiéis, mais de um quinto da catholicidade mundial, vivem hoje.
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