- O papa Leão XIV criticou líderes que gastam bilhões em guerras durante visita a Camarões, dizendo que o mundo é assolado por tiranos.
- Ele condenou quem usa o nome de Deus para benefício próprio, em meio a uma região camaronense marcada pela insurgência e pela violência.
- Os comentários chegam poucos dias após uma disputa pública com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o atacou nas redes sociais.
- Em Bamenda, ele afirmou que é preciso destruir menos e reconstruir mais, destacando que bilhões vão para morte enquanto recursos para cura, educação e reconstrução não aparecem.
- A viagem inclui escalas em onze cidades de quatro países; a região camaronense já sofreu com violência que deixou milhares de mortos e deslocados.
O Papa Leão 14 criticou líderes que gastam bilhões em guerras, afirmando que o mundo é assolado por um grupo de tiranos durante sua passagem por Camarões. Os comentários chegam após uma disputa pública com o presidente dos EUA, Donald Trump, na imprensa e nas redes.
Durante a visita à África, o pontífice denunciou que alguns líderes manipulam o nome de Deus para obter ganhos, em meio a uma região camaronesa devastada pela insurgência há quase uma década. O discurso foi feito diante de fiéis em Bamenda, no noroeste do país.
A saída do Vaticano informava que o Papa não pretende entrar em confronto direto com Trump, mas que manterá seu chamado pela paz. Em Camarões, Leão 14 ressaltou a necessidade de curar, educar e reconstruir, em vez de investir em violência.
A insurgência nas regiões anglófonas de Camarões permanece violenta desde 2017, com milhares de mortos e deslocados. O Papa destacou que recursos desviados para guerra não retornam para o desenvolvimento local, marcando o tom do discurso.
O pontífice também condenou o ciclo de desestabilização e violência na região, afirmando que quem rouba recursos investe em armas, perpetuando o conflito. Em Bamenda, ele enfatizou a importância da reconciliação entre vizinhos.
A visita do Papa a Camarões faz parte de um itinerário de 11 cidades em quatro países africanos, sendo a segunda maior desde sua eleição em 2025. Dados de 2024 indicam que mais de 288 milhões de católicos vivem na África, cerca de 20% do total global.
Desdobramentos e reações locais vieram à tona, com líderes religiosos e comunidades expressando apoio à mensagem de paz do pontífice. A imprensa internacional acompanhou o desfecho da fala e as interpretações do discurso no contexto regional. Fontes: Reuters, BBC News Brasil, Getty Images.
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