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O tempo que não se mede: como entender o invisível impacto

No tempo que não se mede, o kairós revela sentido às dores; o kenótico propõe entrega e descanso, além da progressão do relógio.

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  • O tempo cronológico é medido por relógios e calendários, organizando os dias e lembrando a repetição do ritmo da vida.
  • O tempo kairótico surge na subjetividade, nos acontecimentos significativos, revelando o tempo ontológico em que o eterno visita o histórico.
  • Maria, pela Anunciação, e José do Egito, ao apresentar seus dons diante do Faraó, são exemplos de momentos kairóticos que dão sentido à caminhada.
  • No tempo kenótico ocorre o esvaziamento: Maria diz “Eis aqui a serva do Senhor” e José opta pelo perdão, abrindo mão de controle e ressentimento.
  • Enquanto Cronos passa, os tempos kairos e kenos guiam a vida, trazendo discernimento, descanso e sustento espiritual.

O Portal Tela traz uma leitura sobre o tempo que não se mede, explorando a relação entre relógios e sentidos internos. A reflexão é centrada na diferença entre tempo cronológico e os tempos que dão significado à vida.

A peça, escrita por Carlos José Hernández e Clarice Ebert, apresenta conceitos como Chronos, kairos e kenósis. O texto sugere que o tempo cronológico organiza a rotina, mas não esgota o significado humano.

Maria e José do Egito são usados como exemplos para ilustrar a passagem entre tempos. O material aponta como o kairos revela o sentido em momentos decisivos, enquanto o kenósis envolve desapego e transformação.

Conceitos de tempo

O texto distingue Chronos, que marca o passar dos dias, e kairos, que traz momentos de virada. Ambos aparecem na narrativa bíblica para fundamentar a ideia de tempo subjetivo.

A análise aponta que o kairos envolve a percepção de eventos significativos que inauguram uma nova compreensão da vida. A leitura associa esses momentos a uma visita do eterno ao histórico.

Implicações da leitura

Ainda segundo a obra, o kenósis representa o esvaziamento de certezas anteriores. O desapego é visto como condição para repousar e aceitar a entrega à vida.

No enfoque apresentado, o tempo kenótico propiciaria tranquilidade frente às mudanças, abrindo espaço para um descanso interior durante a passagem do tempo cronológico.

Fonte: texto de Carlos José Hernández (médico psiquiatra) e Clarice Ebert (terapeuta familiar). A colaboração é voluntária, sem uso de linguagem externa a este material. Credita-se ao Portal Guiame como base da publicação.

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