- O Papa Leão XIV enviou mensagem aos bispos na 62ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece em Aparecida (SP) entre os dias 15 e 24.
- A solenidade ocorre em meio às comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.
- Na carta, ele pede paz em um mundo de conflitos armados e diz que a verdadeira paz nasce do reconhecimento do valor do outro.
- Reforça ensinamentos da Encíclica Fratelli Tutti, afirmando que todos são iguais em direitos, deveres e dignidade.
- O pontífice agradece o esforço dos bispos em manter diálogo com autoridades civis e fortalecer a relação institucional no país; em Camarões, ele também criticou tiranos.
O Papa Leão XIV enviou uma mensagem aos bispos da CNBB durante a 62ª Assembleia Geral da instituição, realizada em Aparecida (SP) entre 15 e 24 de novembro. O encontro celebra os 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e a Santa Sé. A carta reforça o apelo pela paz.
A missiva saúda os prelados, faz referência a Nossa Senhora Aparecida e expressa proximidade, esperança e desejo de paz diante de conflitos armados. O documento foi divulgado pela CNBB e lido pelo padre Leandro Megeto durante a assembleia.
Na mensagem, o Papa afirma que a verdadeira paz não é ausência de guerra, mas convivência que reconhece o valor do outro e a dignidade humana. Ele reforça a ideia de fraternidade criada por Deus, segundo a linha da Encíclica Fratelli Tutti.
Ele ainda agradece o trabalho pastoral dos bispos e a manutenção de canais de diálogo com autoridades civis, destacando a continuidade da relação institucional entre a Igreja e o Brasil. A CNBB descreve o encontro como momento de reflexão sob o Evangelho.
Contexto internacional
Durante a semana, o Papa também tornou pública uma crítica a tiranos em discurso feito na África, em tom que denunciou guerras e exploração. O comentário ocorreu após críticas de lideranças internacionais e posições sobre políticas externas.
Acompanhando os desdobramentos, a imprensa destacou que o pontífice buscou ampliar o foco em promover a paz e a dignidade humana entre povos, em sintonia com o tema da assembleia no Brasil. A cobertura reforça o papel da Igreja na diplomacia religiosa.
Concomitantemente, o episódio internacional ressalta a tensão entre líderes globais e o peso de declarações públicas em momentos de conflito. A atuação da Santa Sé é apresentada como movimento de mediação e apelo à negociação.
A 62ª Assembleia da CNBB continua com sessões voltadas aos desafios pastorais do tempo presente, orientadas pelo Evangelho e pelas diretrizes de ação evangelizadora da instituição. O desdobramento depende de decisões tomadas pelos bispos em conjunto.
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