- Mais de 100 mil fiéis participaram de uma missa ao ar livre perto de Luanda, Angola, no domingo, 19 de abril.
- O papa Leão XIV presidiu a celebração em Kilamba e pediu aos angolanos que olhem para o futuro com esperança, buscando reconciliação e justiça.
- Em seu discurso, ele criticou a “lógica de exploração” que molda a extração de recursos e amplia desigualdades sociais e ambientais no país.
- Angola enfrenta pobreza significante, com quase um terço da população abaixo da linha da pobreza internacional, segundo o Banco Mundial; ocorrências de protestos em julho de 2025 foram mencionadas.
- Após a missa, o papa deve seguir para o santuário de Muxima, a 130 quilômetros de Luanda, antes de continuar a viagem para a Guiné Equatorial.
O papa Leão XIV conduziu uma missa ao ar livre para mais de 100 mil fiéis neste domingo, 19 de abril, perto de Luanda, Angola. A celebração ocorreu em Kilamba, a cerca de 30 quilômetros da capital, durante a segunda-feira da visita do pontífice ao país.
O pontífice aproveitou a ocasião para pedir que os angolanos olhem para o futuro com esperança, em meio a desigualdades econômicas e sociais. A fala ocorreu na presença do presidente João Lourenço e criticou consequências da lógica de exploração de recursos na antiga colônia.
A cidade de Kilamba e o santuário
Durante a viagem, Leão XIV também visitará o santuário mariano de Muxima, que fica a 130 km de Luanda. A basílica de Nossa Senhora da Muxima é um centro de peregrinação que atrai várias vezes o público anual.
Muitos fiéis passaram a noite em acampamentos sob calor intenso, esperando pela chegada do papa, segundo relatos locais. A imagem da Virgem Maria, Mamã Muxima, é reverenciada como símbolo de fé entre os angolanos.
Contexto social e reação local
Segundo fontes locais, a concentração de riqueza permanece nas mãos de uma minoria. A história recente de conflito e pobreza alimenta o debate sobre justiça e redistribuição de renda, mesmo durante visitas papais.
Estudante de enfermagem angolano, presente em Muxima, expressou a expectativa de que a visita fortaleça a fé e a reconciliação nacional, além de chamar atenção para o emprego juvenil.
Ao longo da viagem, o papa tem adotado um tom firme em suas mensagens, em meio a críticas internacionais recentes. Depois de Angola, a rota segue para a Guiné Equatorial, na última etapa da peripécia africana.
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