- A Igreja Matriz de São Jorge, em Quintino, zona norte do Rio de Janeiro, foi elevada à condição de santuário nesta quinta-feira (23).
- O anúncio ocorreu durante missa das autoridades, presidida pelo Cardeal Dom Orani Tempesta, e a igreja divulgou a comemoração nas redes sociais.
- A devoção ao santo começou com rezas de senhoras no entorno da casa onde hoje fica o santuário; uma imagem trazida por um português também ajudou.
- A paróquia foi criada em 1945, quando o arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara nomeou o primeiro pároco, Carmelo Loréfice.
- São Jorge é padroeiro do estado desde 2019 e o dia é feriado estadual desde 2008; ele é associado a cavaleiros, proteção e à vitória do bem sobre o mal.
A Igreja Matriz de São Jorge, localizada em Quintino, na zona norte do Rio de Janeiro, foi elevada à condição de santuário nesta quinta-feira 23, Dia de São Jorge, celebrado como padroeiro do estado. A cerimônia ocorreu durante a missa das autoridades, presidida pelo Cardeal Dom Orani Tempesta. A administração da igreja divulgou a conquista nas redes sociais.
O título de santuário é concedido pelo bispo a templos de importância religiosa, peregrinações ou devoção específica. A paróquia de São Jorge foi criada em 1945, com o primeiro pároco nomeado pelo então arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara.
A devoção ao santo teria começado com encontros vespertinos de senhoras que rezavam o terço em uma varanda da rua Clarimundo de Melo, onde hoje fica o santuário. Um casal de imigrantes portugueses teria contribuído ao trazer uma imagem de São Jorge para a comunidade.
Contexto histórico e relevância
A igreja descreve que o terreno foi adquirido para abrigar a capela dedicada a São Jorge, situada no alto de um morro de difícil acesso, com 54 degraus que levam à porta principal.
O dia de São Jorge é feriado no estado desde 2008, e a devoção ganhou status de padroeiro do Rio de Janeiro em 2019. Na tradição católica, ele simboliza coragem, proteção e a vitória do bem sobre o mal.
Além de representar a figura de guerreiro, São Jorge também é cultuado em outras denominações religiosas, incluindo a Igreja Anglicana e a Ortodoxa, e aparece no sincretismo com Ogum nas religiões afro-brasileiras. Em algumas regiões, pode estar ligado a Oxóssi.
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