- O Papa Leão XIV pediu que os Estados Unidos e o Irã retomem negociações para encerrar a guerra.
- Ele afirmou que países podem defender suas fronteiras, mas não devem tratar migrantes pior do que animais.
- O pontífice condenou a pena de morte, dizendo que a vida humana deve ser respeitada desde a concepção até a morte natural.
- Defendeu uma cultura de paz e questionou o que os países mais ricos fazem para melhorar a situação dos menos favorecidos.
- Migrantes devem ser tratados com dignidade humana, independentemente das políticas migratórias.
O papa Leão XIV pediu que Estados Unidos e Irã retomem negociações para encerrar a guerra, ao mesmo tempo em que condenou a pena de morte. Em coletiva de imprensa a caminho de casa após viagem à África, ele reforçou que fronteiras devem ser defendidas, mas sem violar a vida humana.
O pontífice afirmou que migrantes merecem respeito à sua dignidade e não devem ser tratados como se fossem animais. Disse ainda que é preciso promover valores sem recorrer à violência ou à morte de inocentes, defendendo uma cultura de paz.
Leão XIV mencionou a foto de um menino libanês morto numa guerra recente, que o acompanha desde visita ao Líbano. O Papa afirmou não poder apoiar a guerra e pediu respostas baseadas na paz, evitando ódio e divisão entre povos.
Ele ressaltou que governos têm o direito de estabelecer regras fronteiriças, mas cobrou mudança de postura dos países mais ricos para evitar migração forçada. Segundo ele, é necessário reduzir desigualdades que geram deslocamentos.
O papa reiterou que os migrantes devem ser tratados com dignidade humana e não sofrer discriminação. Questionado sobre execuções no Irã, afirmou condenar todas as ações injustas, incluindo a pena de morte, e defender a vida desde a concepção até a morte natural.
Casamento homoafetivo
Durante a coletiva, o Papa tratou do tema das bênçãos a casais do mesmo sexo, tema debatido pela Igreja na Alemanha. O Vaticano já permitiu bênçãos informais em 2023, sem ritual formal, gerando divisão entre bispos africanos e outros.
Leão XIV disse que a unidade da igreja não pode depender de questões sexuais e destacou que há temas mais relevantes, como justiça, igualdade, liberdade religiosa e direitos humanos. A previsão é manter a posição oficial do Vaticano sobre rituais formais.
Críticas de Trump
No mês anterior, Trump criticou o Papa, afirmando que ele é brando no combate ao crime e fraco na política externa. O pontífice respondeu, por meio de jornalistas, que não busca embates políticos, mas promove a paz.
Mais tarde, Trump comparou a postura do Papa a uma avaliação negativa sobre o Irã, sugerindo que o acordo nuclear deveria ser encarado com rigor. O Papa reiterou que não pretende debater política, mantendo o foco na mensagem de paz.
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