- Vídeo antigo de Juliano Cazarré circula nas redes e reacende o debate sobre o posicionamento do ator.
- Trecho mostra o ator defendendo que homens assumam a liderança espiritual em casa, com foco na missa e no terço.
- Ele diz que o terço pode ser uma prática viril e reforça que o exemplo religioso deve partir do pai para influenciar os filhos.
- Cazarré afirma que, quando o pai passa a frequentar a missa, 90% das famílias se convertem; ele cita ter visto isso em sua própria casa.
- A semana, ele anunciou um curso presencial de três dias para homens, em São Paulo, descrito como o maior encontro de homens do Brasil, gerando reação nas redes.
O ator Juliano Cazarré voltou a ser tema de debate após a circulação de um vídeo antigo em que ele defende que homens assumam a liderança espiritual em casa. O material foi publicado por ele nas próprias redes e reacendeu críticas sobre o posicionamento do artista. O episódio ocorre no contexto da divulgação do curso O Farol e a Forja, descrito como o maior evento de homens do Brasil.
No vídeo, Cazarré afirma que os homens precisam ter “joelho no chão” e participação ativa na missa. Ele sustenta que “a nossa arma é a gente” e descreve a prática do terço como algo viril. O discurso enfatiza que o exemplo masculino é determinante para as crianças.
O artista, que se declara católico fervoroso, diz ainda que as mulheres são heroínas, mas que o exemplo religioso dentro de casa deve partir do pai. Ele descreve uma visão de liderança espiritual ligada a uma prática de oração com voz firme.
Cazarré comenta ter ouvido de estudos que, quando o pai frequenta a missa, 90% das famílias se convertem. Segundo ele, essa experiência ocorreu em sua própria casa, com a esposa Letícia demonstrando interesse pela igreja sem pressões externas.
A fala inclui gestos no palco e a defesa de que o exemplo do pai, ajoelhado, inspira os filhos a seguirem o mesmo caminho. O conteúdo é centrado na ideia de evangelização por meio do comportamento familiar.
Na ocasião, o ator também aponta a importância de “mostrar que o terço pode ser uma coisa viril, forte” e reforça a imagem de liderança masculina na prática religiosa. A mensagem gerou críticas por parte de parte da comunidade artística e de ativistas.
Reação pública
Nesta semana, o anúncio de um novo projeto de Cazarré ampliou o interesse pelo tema. O curso presencial é apresentado como um retiro de três dias voltado exclusivamente para homens, com abertura de vagas prevista para julho em São Paulo.
Segundo a divulgação, a proposta visa ajudar participantes a compreender o que está acontecendo consigo e com os homens ao redor. O formato é descrito por ele como o “maior encontro de homens do Brasil”.
A divulgação do curso provocou indignação em setores da classe artística e entre ativistas contra o feminicídio. Críticas destacaram o tom conservador do conteúdo e a possível influência sobre comportamentos familiares.
Dentre as reações, houve questionamentos sobre a aplicação prática da proposta e sobre a relação entre o evento e temas de igualdade de gênero. Entidades culturais pedem avaliação de impactos públicos.
A assessoria de Cazarré não divulgou detalhes adicionais sobre a programação completa do retiro. A equipe informou apenas que a iniciativa visa promover reflexão entre os participantes de forma presencial.
O episódio evidencia o choque entre a defesa de tradições religiosas e demandas por uma agenda mais inclusiva. A reportagem segue acompanhando desenvolvimentos e reações envolvendo artistas e o público.
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