- Antônio Cassimiro dos Santos, conhecido como Antônio do Rapé, morreu aos 87 anos no dia 20 de fevereiro.
- Morava em Juazeiro do Norte (CE), onde vendia rapé sob o alpendre perto da estátua de Padre Cícero e era visto como guardião de memórias.
- Nascido em Paulo Jacinto, Alagoas, viveu em São Paulo por um período, teve uma vida familiar extensa (20 filhos, 16 criados e uma menina adotada).
- Após viagem ao Ceará, mudou-se para ficar perto da estátua e dedicou-se a produzir a mistura de rapé por mais de trinta anos.
- Deixa 14 filhos, muitos netos — mais de 60 — e bisnetos; a morte ocorreu após problemas cardíacos e câncer no fígado, com necessidade de marcapasso.
Antônio Cassimiro dos Santos, conhecido como guardião de memórias de Juazeiro do Norte, faleceu em 20 de fevereiro aos 87 anos. Ele ficou famoso por vender rapé na área próxima à estátua de Padre Cícero, atraindo fiéis e visitantes há décadas.
Morador de Juazeiro, Cassimiro nasceu em Paulo Jacinto, Alagoas, e viveu grande parte da vida no Cariri Cearense. Cresceu em uma família de sete irmãos e também morou em São Paulo antes de retornar ao Ceará. Passou a dedicar-se integralmente ao rapé produzido com fumo e ervas, mantendo a rotina de andarilho entre a ladeira da colina sagrada e o alpendre de sua casa.
A família informou que, ao longo dos anos, o comerciante enfrentou problemas cardíacos que exigiram marcapasso. Também foi diagnosticado com câncer no fígado. Deixa 14 filhos, muitos netos e dezenas de bisnetos, além de uma memória afetiva marcante para quem visitava a região.
Legado de um guardião
Cassimiro era conhecido pela seriedade no atendimento e pelas histórias declamadas aos visitantes. Seu rapé, preparado de forma caseira, tornou-se parte da paisagem do horto e um símbolo de tradições locais. A rotina seguia mesmo com procissões lotadas ou períodos de menor movimento.
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