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Lalibela, Etiópia, preserva igrejas escavadas na rocha há séculos

Patrimônio mundial desde 1978, Lalibela preserva onze igrejas monolíticas esculpidas na rocha, centro espiritual da Igreja Ortodoxa Etíope

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  • Lalibela é uma cidade montanhosa no norte da Etiópia, conhecida pelas 11 igrejas monolíticas escavadas na rocha vulcânica.
  • As igrejas são conectadas por túneis e formam um labirinto sagrado, com caminhos que simbolizam jornadas espirituais.
  • Entre os templos, a Igreja de São Jorge se destaca pela planta em cruz grega e pela simetria.
  • A igreja de Bete Medhane Alem é a maior monolítica do mundo, cercada por colunas que sustentam seu espaço.
  • O site foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1978 e permanece como centro de peregrinação da Igreja Ortodoxa Etíope, especialmente durante o Genna, o Natal etíope.

Lalibela, no norte da Etiópia, é uma cidade montanhosa elevada a cerca de 2.500 metros, famosa por um conjunto de igrejas escavadas na rocha. O complexo, que envolve 11 templos monolíticos, tornou-se símbolo de patrimônio religioso mundial.

A cidade ganhou o nome atual em homenagem ao rei Gebre Meskel Lalibela, da dinastia Zagwe, no século XII, responsável pela construção do conjunto. Segundo tradição, Lalibela foi idealizada como uma “Nova Jerusalém” para manter peregrinações cristãs vivas após a conquista de Jerusalém.

As igrejas são talhadas de blocos de rocha vulcânica, formadas de cima para baixo. Entre elas, a Igreja de São Jorge tem formato em cruz grega e simetria geométrica. Os templos ficam em dois grandes grupos conectados por túneis e passagens.

Patrimônio e preservação

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconheceu as 11 igrejas como Patrimônio Mundial em 1978, destacando sua singularidade arquitetônica e valor religioso contínuo. A conservação enfrenta erosão, clima e turismo, exigindo manejo cuidadoso.

O conjunto é cercado por uma atmosfera de labirinto sagrado, com corredores estreitos que os fiéis percorrem em jornadas espirituais. A Igreja de Bete Medhane Alem é a maior monolítica, rodeada por colunas que reforçam sua imponência.

A presença de monges e sacerdotes persiste perto dos templos, mantendo rituais antigos em ge’ez, língua litúrgica da Igreja Ortodoxa Etíope. O Natal etíope, Genna, atrai milhares de fiéis vestidos de branco à cidade.

Acesso, vida local e turismo

O acesso à região melhorou com infraestrutura e voos regionais, mas continua requerendo planejamento devido às estradas sinuosas que cortam as montanhas. A paisagem ao redor inclui vales, trilhas e aldeias de agricultura de subsistência.

Cada detalhe das igrejas, das janelas em cruz ao design dos pilares, revela a tradição de devoção preservada ao longo dos séculos. A visita requer respeito às tradições locais e à monumentalidade da rocha moldada pela arte sacra.

Além do legado histórico, Lalibela atrai estudiosos e viajantes interessados na espiritualidade e na arquitetura. A preservação do conjunto permite que o legado da cristã etíope permaneça relevante para gerações futuras.

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