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Igreja Católica apoia fim da escala 6×1, afirma bispo de BH

Igreja Católica apoia o fim da escala 6x1, defendendo dignidade da vida e direito ao descanso após a jornada, em Missa do Trabalhador que completa cinquenta anos em Contagem

Missa do Trabalhador celebrada pelo Bispo auxiliar Dom Nivaldo dos Santos na Praça do Trabalhador em Contagem - (crédito: Jair Amaral/EM/D.A Press)
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  • Missa do Trabalhador de Contagem completa 50 anos nesta sexta-feira, 1º de maio, na Praça da Cemig, com participação de diversas categorias profissionais.
  • O bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Nivaldo dos Santos Ferreira, ressaltou que o mundo precisa de paz com justiça e afirmou a importância do descanso após a jornada.
  • A Igreja Católica apoia o fim da escala 6×1 que tramita no Congresso, defendendo a dignidade da vida e o direito ao descanso para manter o convívio familiar.
  • Participantes citados incluem o metalúrgico Múcio Adelair Fernandes, 67 anos, e a cozinheira aposentada Maria Domingas dos Santos, 68, que destacam fé e ligação com o trabalho.
  • A celebração, celebrada há cinco décadas, tem o tema “Trabalho e dignidade humana: um grito pela paz” e remonta às origens da Missa do Trabalhador de 1976.

A Igreja Católica apoia o fim da escala 6×1, conforme posicionamento destacado durante a Missa do Trabalhador em Contagem. O evento, que celebra o cinquentenário da missa, ocorreu nesta sexta-feira, 1º de maio, na Praça da Cemig, no Bairro Industrial, região metropolitana de Belo Horizonte.

A celebração foi presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Nivaldo dos Santos Ferreira, que conduziu a missa concelebrada por padres das comunidades da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida (Rensa). O religioso ressaltou a necessidade de paz e justiça social.

O ato público ocorreu com a participação de centenas de pessoas de diversas categorias profissionais, que ocuparam a Avenida Cardeal Eugenio Pacelli. A celebração teve como tema “Trabalho e dignidade humana: um grito pela paz”.

Entre os presentes, trabalhadores relataram vínculos com a fé durante a celebração. O metalúrgico Múcio Adelair Fernandes, 67, ressaltou a fé mantida após um acidente de trabalho. Ele participa da missa há cerca de 30 anos.

A cozinheira aposentada Maria Domingas dos Santos, 68, viúva, também participa há anos. Ela destacou a importância de unir fé e trabalho e mencionou a crença na proteção de São José Operário.

A missa incluiu a bênção de carteiras de trabalho e objetos pessoais, como sinal de busca por proteção nas atividades diárias. A celebração faz parte de uma tradição reconhecida como patrimônio imaterial de Contagem.

A Arquidiocese de Belo Horizonte informou que a celebração do 50º aniversário começou em 1976, idealizada pelo arcebispo dom João Resende Costa. O tema reforça a dignidade do trabalho como base para políticas sociais justas.

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