- O Papa Leo XIV nomeou Evelio Menjivar-Ayala, 55 anos, como bispo de Wheeling-Charleston, West Virginia, para substituir o bispo Mark E Brennan.
- Menjivar-Ayala nasceu em El Salvador e chegou aos Estados Unidos em 1990 como imigrante não registrado, tornándose bispo auxiliar na arquidiocese de Washington em 2023.
- Ele é considerado um dos primeiros bispos dos EUA nascidos na América Central.
- Ao assumir o cargo, afirmou aceitar a nomeação com alegria e humildade e ressaltou a importância de ouvir jovens, pobres, trabalhadores e imigrantes.
- O Papa já criticou, no passado, a política de imigração de Donald Trump, destacando a necessidade de refletir sobre o tratamento a estrangeiros.
O Papa Leo XIV nomeou Evelio Menjivar-Ayala, 55 anos, como novo bispo de Wheeling-Charleston, em West Virginia. A nomeação ocorreu após aceitar a resignação do atual bispo, Mark E. Brennan, e selecionar o auxiliar do Arcebudócesis de Washington para sucedê-lo. A decisão foi divulgada pela agência OSV News.
Menjivar-Ayala nasceu em Chalatenango, El Salvador, em 14 de agosto de 1970. Migrou para os EUA em 1990, após passar por uma série de dificuldades na travessia migratória. Tornou-se bispo auxiliar da Arquidiocese de Washington em 2023, sendo um dos primeiros bispos americanos nascidos na América Central.
Ele anunciou a aceitação do novo cargo com alegria e humildade, em uma coletiva na sexta-feira. O novo bispo enfatizou a parceria na missão da igreja, a escuta das juventudes, dos pobres, dos trabalhadores e dos imigrantes. Também agradeceu pela nomeação ao Papa.
Contexto e trajetória
Menjivar-Ayala teve uma jornada marcada por superação: terminou a educação com inglês e GED, trabalhou em atividades como limpeza e construção, antes de ingressar na vocação religiosa. Em entrevistas, relatou ter chegado à América buscando um sonho que guiará sua atuação pastoral.
O Papa já havia demonstrado críticas à política de imigração da gestão de Donald Trump, destacando a necessidade de tratar estrangeiros com respeito. Em comentários a repórteres, o pontífice afirmou que há uma reflexão profunda a ser feita sobre o tratamento de estrangeiros nos EUA.
A nomeação ocorre em meio a um debate sobre políticas migratórias nos EUA, com críticas públicas de autoridades religiosas a medidas de restrição. A decisão de Leo XIV simboliza, segundo analistas, uma mensagem de abertura e inclusão na liderança eclesial.
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