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Viktor Frankl e a liberdade que ainda nos resta

Logoterapia de Viktor Frankl inspira questionar a finalidade da aprendizagem e sustentar sentido diante dos desafios da educação brasileira

Frankl não saiu dos campos de concentração com respostas fáceis. Saiu com uma responsabilidade: testemunhar que, mesmo nas condições mais desumanas, permanece intocável uma dimensão da liberdade humana – a de escolher a própria atitude diante daquilo que não se pode mudar (Foto: Montagem criada utilizando Open AI a partir de foto imagem do creative commons/Gazeta do Povo)
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  • Viktor Frankl, psiquiatra, passou por Auschwitz e observou que quem sobreviveu geralmente tinha um porquê, não apenas força física ou preparo.
  • Essa constatação deu origem à logoterapia e ao livro Em busca de sentido.
  • Na educação brasileira, a pergunta central é: para quê aprender e persistir diante das dificuldades?
  • Em tempos de gratificação rápida e excesso de informação, é essencial oferecer uma âncora interior que sustente o esforço e o sentido do que se aprende.
  • A logoterapia não traz técnicas pedagógicas, mas uma perspectiva: educar para encontrar razões pessoais para aprender, crescer e agir com propósito.

Viktor Frankl, psiquiatra de Viena, é tema de uma leitura sobre sentido e educação. Em meio aos desafios do século, o texto revisita a vida dele, marcado pelos campos de concentração, para pensar o que move alunos e docentes hoje.

No relato, Frankl é lembrado como alguém reduzido a um número nos campos de Auschwitz, onde percebeu que a sobrevivência não depende apenas de força física ou preparo. O fator decisivo seria ter um porquê, um sentido para seguir adiante.

A ideia central é a logoterapia, desenvolvida a partir dessa experiência. O autor defendia que o sentido orienta ações, mais do que prazer ou poder. Quando falta esse sentido, existe o vácuo existencial que impacta quem está na sala de aula.

A ideia principal para a educação brasileira é observar como o propósito pode sustentar o esforço ao longo do tempo. Muitos estudantes enfrentam frustrações e dúvidas e, sem uma razão, o aprendizado perde significado. Essa constatação é apresentada como ponto de reflexão.

O texto destaca que a escola vai além de repassar conteúdos. Ela deve ajudar cada estudante a encontrar razões pessoais para aprender, crescer e persistir. Esses motivos surgem da relação entre quem a pessoa é e o que o mundo espera dela.

Para a prática educativa, o desafio é ouvir mais do que planejar apenas conteúdo. Trata-se de enxergar o estudante como protagonista de uma história ainda em construção, cuja pergunta sobre sentido é central e não desvio.

Relevância para a sala de aula

A leitura sustenta que formar apenas para o desempenho pode gerar profissionais competentes, mas sem propósito. Formar para o sentido busca desenvolver integridade, resiliência e contribuição a algo maior, mesmo diante da incerteza.

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