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Papa reage à afirmação de Trump de que o Irã colocaria católicos em risco

Papa reage a crítica de Trump sobre Irã, reiterando defesa do Evangelho com verdade e diálogo para evitar conflito nuclear

O papa Leão XIV disse que críticas são bem-vindas se baseadas na verdade (Foto: ALBERTO PIZZOLI/EFE/EPA)
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  • O papa Leão XIV afirmou que quem quiser criticá-lo deve fazê-lo com a verdade, ao ser questionado sobre Trump.
  • Ele disse que a missão da Igreja é pregar paz e Evangelho e que a Igreja se manifestou contra todas as armas nucleares há anos.
  • Sobre defesa e guerra, o pontífice afirmou que a legítima defesa é tema complexo e que, na era nuclear, o conceito de guerra precisa ser reavaliado; prefere diálogo a um conflito nuclear.
  • As declarações ocorrem após Trump acusar o papa de colocar muitos católicos em risco por sua posição sobre o programa nuclear do Irã.
  • O Vaticano espera um bom diálogo com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em visita prevista para recompor relações entre as partes.

O papa Leão XIV respondeu nesta terça-feira (5) às declarações de Donald Trump, que o acusou de colocar em risco católicos por sua posição sobre o Irã. Em sua saída de Castel Gandolfo, o pontífice afirmou que críticas devem ter base na verdade e que a Igreja se opõe ao uso de armas nucleares.

Questionado sobre a legítima defesa e o conceito de guerra justa, o Papa disse, em inglês, que a defesa tradicionalmente permitida pela Igreja precisa ser reavaliada frente à era nuclear. Ele reforçou que o diálogo é sempre preferível ao conflito nuclear.

Leão XIV lembrou uma mensagem proferida no dia 8 de maio de 2025, quando tomou posse. Disse que, desde então, mantém a visão de buscar a paz e a prevenção de guerras. O Papa acrescentou que prefere um diálogo aberto para evitar tensões maiores.

O atrito com Trump surgiu após críticas do presidente americano, que afirmou que o líder religioso estaria vulnerabilizando católicos ao não adotar posição firme sobre o programa nuclear do Irã. O Vaticano, por sua vez, não detalhou respostas oficiais ao episódio.

A tensão ocorre a menos de dois dias de visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao Vaticano. A expectativa é de que o encontro sirva para reconstruir as relações entre a Santa Sé e Washington após desentendimentos recentes.

Sobre a reunião, o Papa manifestou o desejo de manter um diálogo aberto, com confiança e franqueza, para favorecer entendimento mútuo entre os dois países. Não houve anúncio de medidas diplomáticas imediatas.

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