- O papa Leão XIV, eleito há um ano, tem perfil discreto e atua de forma mais contida que o antecessor.
- Robert Francis Prevost, natural de Chicago, assumiu em janeiro de dois mil e vinte e três como prefeito do Dicastério para os Bispos, órgão que coordena os bispos no mundo.
- No Brasil, houve a troca na Arquidiocese de Aparecida, com o arcebispo Mário Antonio da Silva substituindo Orlando Brandes.
- Ainda há aposentadorias em aberto nas arquediseoses de São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, o que pode levar a novas nomeações nos próximos meses.
- Analistas destacam que Leão XIV valoriza pastoralidade, atuação nos bastidores e foco institucional, com um estilo mais protocolar e planejado.
O 1º ano de Leão XIV no comando da Igreja Católica tem sido marcado por uma atuação mais contida e pelo aceno de continuidade na gestão central da instituição. Desde janeiro de 2023, ele dirige o Dicastério para os Bispos, órgão responsável pela coordenação dos cerca de 5,6 mil bispos no mundo, função que lhe confere grande influência sobre nomeações importantes. A nomeação recente reforça esse perfil mais reservado.
Analistas destacam que o novo papa tem adotado um ritmo mais lento e uma gestão de protocolo apurado, com menos exposição midiática que o predecessor. Enquanto Francisco atuou de forma disruptiva, Leão XIV privilegia a articulação institucional e a governança interna, mantendo foco em questões estruturais da Igreja.
No Brasil, o pontificado de Leão XIV já trouxe mudanças relevantes. O arcebispo Mário Antonio da Silva assumiu a Arquidiocese de Aparecida, substituindo Orlando Brandes, que se aposentou aos 80 anos. A diocese de Aparecida é a mais simbólica do país, com um santuário que recebeu cerca de 10,5 milhões de peregrinos no ano anterior.
Trocas de arcebispos no Brasil
A expectativa agora envolve três das maiores arquidioceses: São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. Odilo Scherer, à frente de São Paulo desde 2007, completa 75 anos e deve deixar a vaga ainda neste ano. Orani Tempesta, à frente do Rio desde 2008, tem previsão de saída para meados do próximo ano. Leonardo Steiner, cardeal de Manaus, também atingiu 75 anos e está sujeito à substituição em breve.
Especialistas apontam que Leão XIV prioriza nomes com vivência pastoral e atuação próxima ao povo. Em Castanhal, Pará, e Aracaju, Sergipe, já foram anunciados bispos auxiliares que reforçam esse viés de cuidado pastoral, sem ênfase em performance midiática.
De forma geral, a escolha de Leão XIV busca equilíbrio entre experiência administrativa e sensibilidade social. A expectativa é de que as nomeações nos próximos meses mantenham esse eixo, assegurando governança estável nas principais arquidioceses do país.
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