- Ramiro Calle, mestre de yoga espanhol e autor de mais de duzentos livros, afirma que quem tem muito poder não é humano, pois busca manipular os outros.
- Em conversa no podcast El sentido de la birra, ele explica que o ego é uma mente egocêntrica que pretende se reafirmar, vencer e impor-se.
- Segundo Calle, o poder alimenta esse ego, o que pode levar a comportamentos piores nas pessoas que o detêm.
- O tema em debate é a relação entre poder, ego e a perda de empatia nas relações humanas.
- O mestre questiona se a maldade seria inerente ao sucesso, sugerindo que o poder serve apenas para alimentar o ego.
Ramiro Calle, mestre de yoga espanhol e referência no ensino da prática desde os anos 1970, afirmou que o poder tende a alimentar o ego, o que, segundo ele, corrói a humanidade das pessoas. A declaração foi feita durante entrevista no podcast El sentido de la birra, com a participação de Ricardo Moya.
O especialista afirma que ego não é apenas autoestima, mas uma mente centrada em se reafirmar e impor suas vontades. Segundo Calle, ao aumentar ao ganhar poder, esse traço se intensifica, transformando indivíduos em versões menos empáticas.
Calle sustenta que o poder funciona como combustível para atitudes de dominação e manipulação. Ele aponta que a busca por reconhecimento e controle pode levar a comportamentos mais severos nas relações interpessoais.
Na visão dele, o poder não revela apenas qualidades, mas expõe facetas que podem afastar pessoas e reduzir a empatia. O mestre lembra que a sensação de estar acima dos demais desperta avareza e cobiça.
O tema foi discutido no podcast, que aborda a relação entre poder, ego e consequências nas relações humanas. A conversa envolve reflexões sobre como a influência pode influenciar decisões e comportamentos.
Segundo a análise de Calle, reconhecer o papel do ego é crucial para evitar que o poder transforme pessoas e equipes. A mensagem central é a necessidade de autoconsciência para manter equilíbrio nas relações sociais.
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