- Segunda edição do Águas de Oxalá ocorre entre maio e junho de 2026, percorrendo Samambaia, Ceilândia (Pôr do Sol), Núcleo Bandeirante e Candangolândia no Distrito Federal.
- Idealizado por Mãe Frances de Oyá, o projeto promove rituais de lavagem e oficinas formativas para combater a intolerância, preservar o patrimônio afro-brasileiro e incentivar o empreendedorismo.
- As atividades são abertas à comunidade e incluem oficinas de percussão, culinária, costura e adereços, com duração de cerca de vinte horas cada.
- O objetivo é desmistificar religiões de matriz africana e empoderar pessoas, especialmente mulheres pretas da periferia, por meio de aprendizado e geração de renda.
- A programação inclui rodas educativas seguidas de um festival de acarajé; inscrições gratuitas podem ser feitas presencialmente ou via Sympla.
O Águas de Oxalá volta ao Distrito Federal com a segunda edição, promovendo rituais de lavagem e oficinas formativas para combater a intolerância e preservar o patrimônio afro-brasileiro. Idealizado por Mãe Frances de Oyá, o projeto acontece entre maio e junho em Samambaia, Ceilândia, Núcleo Bandeirante e Candangolândia.
A iniciativa reúne comunidades em espaços públicos, com atividades abertas ao público. As oficinas, de até 20 horas, abordam costura, adereços, culinária sagrada e percussão, buscando desenvolver também o empreendedorismo entre as participantes. O projeto recebe apoio financeiro do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF).
A idealizadora, conhecida como a Baiana do Acarajé de Samambaia, ressalta a importância de manter vivas as tradições de matriz africana. Ela afirma que as lavagens visam afastar energias negativas e celebrar a vida, com participação comunitária e aprendizado prático.
Arte que emancipa
As oficinas formativas e os rituais de lavagem constituem a estrutura do projeto. As atividades ocorrem em dois polos clássicos e buscam abrir portas no mercado de trabalho, por meio de habilidades como costura, confeção de adereços e culinária sagrada. A líder enfatiza exemplos de alunas que criaram negócios ou empregos após as oficinas.
Karla Leite, moradora de Samambaia e participante, descreve o objetivo de compartilhar danças, artesanato e culinária com a comunidade, destacando a lavagem como ritual de purificação. Valdelucia Leite Soares, também frequentadora, reforça o aprendizado constante nas oficinas de costura, turbantes e guias.
Programação
O roteiro da edição 2026 começa no Complexo Cultural de Samambaia, segue para o Pôr do Sol em Ceilândia, depois segue para o Museu Vivo da Memória Candanga, no Núcleo Bandeirante, e encerra na Associação Papo de Mãe, em Samambaia Sul. Haverá aulas durante a semana e a grande lavagem no fim de semana em cada ponto.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas presencialmente ou pela plataforma Sympla. O projeto convida todos os brasilienses a participar, reforçando o respeito à diversidade e a valorização das tradições de matriz africana.
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